Melhores de 2011: por Fernando Bueno

Nesta primeira semana de janeiro, de segunda a sexta, diversos colaboradores da Consultoria do Rock estarão apresentando listas com suas preferências particulares envolvendo os novos álbuns de estúdio lançados em 2011. Cada redator tem a oportunidade de elaborar sua listagem conforme seus próprios critérios, escolhendo dez álbuns de destaque, além de uma surpresa e uma decepção (não necessariamente precisam ser discos). Conforme o desejo de cada um, existe também a possibilidade de incluir outros itens à seleção, como listas complementares, enriquecendo o processo e apresentando sugestões relacionadas ao ano que acabou de se encerrar. Como culminância do processo, no sábado, os dez álbuns mais citados serão compilados e receberão comentários de todos os colaboradores, não importando o teor das opiniões.
Por Fernando Bueno
Hora de fazer o balanço de 2011 e o resultado foi muito positivo. Muitos ótimos discos lançados e a promessa de vários deles se tornarem clássicos. Bandas antigas lançando bons discos, bons grupos novos surgindo ou se estabelecendo, além do resgate de sonoridades clássicas. Vamos então para a lista dos 10 melhores discos na minha opinião.
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Ghost – Opus Eponymous |
Beady Eye – Different Gear Still Speeding |
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Hibria – Blind Ride |
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Opeth – Heritage |
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Machine Head – Unto the Locust |
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Anthrax – Worship Music |
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Whitesnake – Forevermore |
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Van der Graaf Generator – A Grounding in Numbers |
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Chickenfoot – III |
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Black Country Communion – 2 |
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Lou Reed e Metallica – Lulu |
Grande lista e belas explicações, Fernando. Gostei tb do Opeth, me surpreendi até. O Ghost tb achei algumas músicas excepcionais.
"Mas o melhor de tudo, e talvez seja esse o motivo de tanta qualidade, é o resgate proposital da sonoridade setentista que está sendo feita hoje em dia." "Chega de músicas descartáveis que só servem para justificar a aglomeração de pessoas."
Tb penso assim. As boas características do som tem de ser perpetuadas, esse compromisso de estar sempre ligado a última das novidades (seja sonora ou tecnológica), ou com a ruptura total do passado nem sempre aponta pra qualidade. Além disso, a música não é infinita. O que era vanguarda no início do século XX ainda é vanguarda hoje, pq poucas pessoas conseguem assimilar. Música de qualidade não adianta ficar inventando muito, fazendo muita macacada. É uma boa composição, bons timbres e uma atitude de interpretação adequada.
Abraço!!
Ronaldo
Ronaldo
Obrigado pelo comentário. Eu acho o seguinte: é praticamente impossível criar alguma coisa hj em dia já que a quantidade de referência e influências que os músicos sofrem é muito grande. Então não vejo problema algum em apresentar essas referências na sua música. Parece que durante um bom tempo era proibido fazer referência ao passado.
Muito bom Bueno, o teu final foi excelente. Parabéns.
Eu só penso que fazero Metal Open Air primeiro no Maranhão não era o ideal. Afinal, é um estado que fica muito afastado do centro do país, dificultando o acesso. Por outro lado, é louvável esse fato para o pessoal do norte e nordeste, que dificilmente consegua ver um show de grande porte, algo que aos poucos vem sendo exterminado pelos grupos e artistas internacionais
Mairon
Sobre o local do festival eu acho o seguinte: o lucal é o mais adequado sim. Porque? Simplesmente porque os produtores DE LÁ se organizaram e nada mais natural realizar o evento NA CIDADE DELES. Se nenhum produtor do "centro do país" teve coragem para fazer isso poruqe esses caras deveriam levar o festical para lá? Coloquei em aspas porque na verdade o centro do pais seria Brasilia, Goiânia ou até mesmo Palmas…
Com o anúncio do festival lá em São Luiz eu percebi algo que já tinha notado. O povo de São Paulo é acomodado. Muitas vezes nem tendo show na própria cidade os caras vão. O resto dos fãs dos outros estados fazem sacrifícios para ver shows e os paulistanos ficam reclamando…
O Wacken é um festival feito na Alemanha e pessoas da Europa toda viajam até lá para assistir. Será que eles reclamam por não ser em Londres, Paris ou Milão?
Só para deixar claro. Eu vou ao Metal Open Air, mesmo tendo que viajar 3000 km e iria se fosse em aqui em Porto Velho ou em Porto Alegre….
Oi Fernando
Li todas as listas até agora e não me animei de comentar porque mal ouvi a maioria dos discos (sou um tapadão preso no túnel do tempo e não me orgulho muito disso não). Mas quis comentar sua lista por causa dos textos que eu achei muito legais, sem pretensões e de uma sinceridade comovente. Parabéns!
Quanto ao Lulu, respeito sua opinião mas discordo. Gosto de Metallica, sou fã incondicional de Lou Reed, mas o que eu gostei do Lulu é justamente o fato de não encontrar nele nenhum dos dois. Mais do mesmo enche o saco, ainda mais em dose dupla.
Obrigado Gaspari
A sua opinião é sempre respeitada e bem vinda, ainda mais quando é um elogio…rs
Quanto ao Lulu acho que vai de pessoa para pessoa. Vai ser difícil encontrar algo que todos concordem em um trabalho tão…como dizer…diferente…rs
Quinta que vem vou fazer uma visita para vc aí na loja…
Abraços…
Concordo com o Bueno quanto ao comodismo dos paulistas. Minha principal referência para tal sempre são os shows de Sebastian Bach ocorridos em Porto Alegre e no Rio de Janeiro em 2005. A choradeira dos paulistas foi de doer, como se SP fosse o umbigo do mundo e tudo precisasse passar por lá para ser legítimo. A quantidade de bons shows que rolam apenas em São Paulo é enorme, então é melhor que pensem bem antes de se manifestar a respeito. Tomara que o Metal Open Air seja um sucesso, apesar do cast nada ousado, e que os fãs do Nordeste compareçam em massa.
Quanto à lista, já manifestei em particular minha discordância quanto à inclusão do Ghost, pelo disco ser de outubro de 2010, mas que se trata de um ótimo álbum, disso não há dúvida. Só gostaria que os resenhadores de plantão parassem de repetir como um mantra que o grupo consiste de uma cruza de Mercyful Fate com Blue Öyster Cult; alguém começou com isso e uma legião de pessoas tem repetido essa ideia ad infinitum.
A respeito de "Lulu": entendo quem gostou e quem detestou, mas acho que estão fazendo tempestade em copo d'água e usando o álbum como parâmetro para julgar quão abertos são os horizontes dos apreciadores de música. Trata-se apenas de mais um disco, com alguns méritos e muitas fraquezas, e que não parece ter cacife para se transformar em clássico daqui a alguns anos, nem para o Metallica nem para Lou Reed. A mim, soa desleixado, muitas vezes com cara de jam desconjuntada e mal produzida. Por mais incrível que pareça, prefiro ouvir a voz de Lou no álbum e não a de James, que soa deslocadíssima, até irritante em alguns momentos.
Essa questão do Lulu daria uma boa TRETA por aqui, como já vi algumas no face entre apreciadores e decepcionados. Como o sr Lou Reed ou os srs do Metallica não pagam as minhas contas, apesar de gostar do disco, quero mais é que eles se fodam. Tá bom assim, Diogo?
Marco, quer apostar como daqui a alguns meses quase ninguém mais comentará sobre "Lulu"? Até pretendo comprá-lo, mas daqui a um bom tempo, quando encontrá-lo em oferta, aí ajudo tanto Metalliaca quanto Lou Reed a pagarem suas contas, hehe.
Desconhecia essa noticia de que foi o pessoal do maranhão quem semobilizou. Nesse caso, ta certo eles. Tomara mesmo q de certo. Eu infelizmente não irei no festial, mas, se fosse uma apresentação com vdgg, yes e pfm, eu tava la certo
VdGG, Yes e PFM juntos, só em São Paulo, hehe… E pra provocar ainda mais o Diogo, gostaria que ele me explicasse como um cara que mora em um estado separatista por excelência, acha que são os paulista que se consideram o umbigo do mundo.
Ah, essa é fácil Marco… gaúcho babaca, que acha que tudo proveniente do Rio Grande do Sul é superior ao que é produzido no resto do Brasil, talvez do mundo, é coisa comum de se econcontrar por aqui. Rechaço completamente essa ideia e reconheço as diversas deficiências do meu estado, mas ainda acho que, em se tratando de mulherada, o RS ainda é o que manda melhor, hehe.
Estou satisfeito, Diogo. E não vou mais desviar o assunto do blog. Mas troco qualquer show de rock por aqui por meia dúzia de mulheres daí. Feito?
Acabei de ficar deslumbrado com a ruiva mais linda que já vi na minha vida, que passou aqui pelo meu trabalho. Pra trocar por uma dessas, só se for show do Bruce Springsteen!
Vô passar um bom tempo baixando discos, as resenhas estão me animando para tal, o Forevermore é um que tô devendo uma audição mais apurada depois dele aparecer em quase todas as listas,
parabéns pelo blog, viciei nas matérias e resenhas, muita informação relevante!!!
bom seria se a rede fosse usada somente pra divulgar informação relevante e não pra escrever besteira, denegrir a imagem alheia e cometer crimes virtuais…
tô vendo o dia que vc terá de preencher um questionário gigantesco pra se conectar, uma pena né não, descobri muita coisa pela grande rede, coisa que um caipira do interior de Minas nunca tomaria conhecimento não fosse a facilidade q a internet nos propicia!!!
abs
Tenho evitado comentar as listas, até para evitar debates desnecessários, pois a minha ainda não saiu. Mas não posso deixar de elogiar as justificativas do Bueno, todas conscientes e muito bem construídas. O texto final então ficou um primor, com uma mensagem que deveria se espalhar com a máxima urgência! Parabéns!
Marco, não troco as mulheres daqui nem por um festival que ressuscitasse Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, a cozinha do Who e o Brian Jones e colocasse todo mundo para tocar junto no mesmo grupo! Sem chances!
Pois é, aqui é o umbigo do mundo. Aí é a bunda e os peitões do mundo (pra não citar certo orifício anatômico chulo e também muito usado por aí para localizar o mundo)
Concordo com o Diogo…
Daqui pouco tempo o povo vai se esquecer do Lulu. Até pq o Metallica está lançando um EP no fim desse mês e pelo jeito estão em estúdio para um novo CD.
Também não identifico nada de Blue Oyster Cult no som do Ghost. E de Mercyful Fate apenas as partes mais simples que a banda do King Diamond fazia. Mesmo a voz eu acho um pouco parecida, mas somente com aqueles trechos em que King cantava com a própria voz. Engraçado…na Classic Rock Magazine eles compararam a banda ao The Doors…
Obrigado pelo elogio Mica…
Não gosto de dar moral pra esses marajás de Rondônia que têm um bom trânsito no centro do país e no Maranhão, mas tive de comentar aqui pra dizer três coisinhas:
1) Bueno, vc é um fanfarrão!
2) De muito bom gosto essa capa do Ghost! Nem parece que é metal. Vou conferir esse som!
3) A bunda mais admirada pelo Diogo é a da capa do Born in the USA, então a opinião não é nada confiável!