Led Zeppelin – Quando os gigantes caminhavam sobre a Terra [2009]
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Por Mairon Machado
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Foto para publicidade nos primórdios do grupo, em 1968 |
A respeito de Jones, Bonham e do empresário Peter Grant, curiosidades e mais curiosidades são levantadas e reveladas com o passar da leitura – de fácil assimilação –, o que torna o livro mais atraente. Enquanto o primeiro é um pacato músico, que conservava uma certa independência dos demais, vivendo seus momentos particulares praticamente longe de Page, Plant e Bonham, o baterista é uma figura completamente amorosa ao lado de sua esposa Pat e seus filhos, mas um ser incontrolável durante as turnês. Várias são as brutalidades e absurdos que o baterista cometeu nos hotéis e bares espalhados pelo mundo, e Wall apresenta ao leitor alguns deles com bastante precisão. Quanto a Grant, a figura gorda que mandava por trás dos bastidores, sua história chega a comover, já que ele é o homem que levou o Led Zeppelin ao status de maior banda de rock da década de 70. Para isso, teve que pagar com a separação de sua esposa e dois filhos, deixando-o muito abalado, refletindo também no final da carreira do zeppelin de chumbo, junto à morte de Bonham.
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Robert Plant e Richard Cole em uma cama de casal no avião Starship, em 1973. A fase mais bem sucedida do grupo. |
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Jimmy Page em 1977, consumido pela heroína: “Eu realmente não curto alimentos sólidos”, dizia ele nessa época |
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Contracapa do livro de Mick Wall |
Mairon muito legal a idéia das resenhas.
Eu ja comprei o livro e espero que faça justiça a carreira do Led.
Sobre os erros nesses livros: eles existem e são muitos, infelizmente.
Lembro quando eu comprei a biografia do Sepultura e fui correndo ler…
Quando cheguei no Beneath the Remains estavam faltando dois capítulos no livro!
Que raiva! E o pior é que o livro inteiro tinha um monte de erros, super mal escrito!
Vamos torcer para que as editoras tenham mais capricho nos lançamentos.
Abraço
Vlw pelo comentario meu caro, e poxa, livro sem capitulo eu nunca tinha visto
Abração
Estou lendo o polêmico "Starway to Heaven: Led Zeppelin Uncensored", do Richard Cole. É um livro muito divertido, parece que a gente tá lendo uma revista Caras do mal. Mas não dá pra dar credibilidade à esses livros. Vamos esperar que Page, Plant ou Jones resolvam se coçar e escrever uma bio decente.
Marco, o Stairway eu não conheço, mas esse livro do Mick Wall traz como principal atrativo o fato de ele ter convivido com a banda durante um bom tempo, e muito do que é citado é por entrevistas documentadas no final do livro.
Mas q tem muito livro bomba por ai, isso tem
Sim, Mairon. Não estou bem criticando o livro que você resenhou. Na realidade, acho todo material bem-vindo, seja de onde for. E se o Mick Wall conviveu com a banda, o que dizer do Richard Cole, que foi tour manager do Led enquanto o grupo existiu e o cara responsável pelo episódio do peixe na groupie? No entanto, bastou lançar esse livro (Starway to Heaven) para ser crucificado em praça pública pelos três componentes restantes da banda, principalmente o Robert Plant.
Terminei de ler o livro agora pouco. Um pouco menos de um mês de leitura. Lento e prazeroso. Muito boa a resenha.
Devo dizer que a construção da imagem do Plant como o homem que impede a reunião da banda é ambígua, pois, além de que você abordou na resenha, Mick Wall, no fim, acaba meio que tratando isso de forma positiva, mostrando que Plant seguiu com a vida e construiu uma bela carreira solo. Nesse sentido, a crítica acaba caindo sobre Page, que, segundo o autor, vive sempre à espera da reunião, sem capacidade pra seguir em frente.
Li o livro faz uns três anos, mas não concordo com a desconstrução da imagem do Plant, de que ele era só um riponga que teve sorte em entrar pra banda. Se bem que posso estar sendo influenciado pela biografia do Plant que li faz pouco tempo, em que ele é descrito como um cara muito consciente de sua carreira e que, principalmente na segunda metade da década de 70 foi muito importante na condução da carreira do Led. Até porque Page estava afundado em heroína e Bonham também tinha sérios problemas com drogas e bebida.
Olá Rafael, obrigado pelo comentário. Pois então, eu reli o livro nesse ano de 2016, e segui com o mesmo pensamento. Li outro livro (que terá resenha aqui no site provavelmente em novembro) e também cheguei na mesma conclusão. Claro que o Plant foi importante para o Led pós-1976, mas acho que muito mais para manter a banda unida do que para a importância do grupo em si. Afinal, Presence é um disco muito contestado (particularmente, adoro ele), e In Through the Outdoor é muito fraco comparado com os demais, e são os dois discos que tem a mão exclusiva do Plant.
Trocando em miúdos, o fato do acidente de Plant na Grécia e a morte do seu filho em seguida, o deixaram com o status de “deixa ele fazer o que quiser”, e como o Page tava mais pra lá do que para cá e o Bonham NUNCA deu bola para produção e criação musical, sobrou para ele e o Jones, esse sim, o cara que ainda tentou criar música com o Led. Será que estou errado?
John Paul Jones era a coluna cervical do Led Zeppelin.
Terminei o livro este fim de semana. Bela fonte de informações, não vejo como acrescentar nada aos demais comentários. Mas achei desnecessariamente longo o capítulo (quase) inteiro dedicado a Alister Crowley. Sem dúvidas que foi uma grande influência, mas porra, texto chato e especulativo demais.