Os melhores discos de 2012 segundo a Consultoria do Rock

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Van Halen – A Different Kind of Truth |
Bruno Marise: O Van Halen é uma banda que eu respeito, mas nunca me empolgou muito. O único disco que eu realmente gosto é o primeiro. Então, mesmo com a volta de David Lee Roth, nem tive curiosidade de ir atrás desse.Davi Pascale: Sempre fui um grande fã do Van Halen e estava com muita expectativa em relação a este disco. Certamente, um dos melhores trabalhos que ouvi nos últimos anos. Esse lance de revirarem o baú em busca de novas canções não muda em nada o meu sentimento ao relação ao álbum. Eddie Van Halen, mais uma vez, arrebenta.
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Europe – Bag of Bones |
Bruno: Difícil de acreditar que a mesma banda que fez “The Final Countdown” gravou esse discão de rock pesado e com uma pegada setentista sensacional, fugindo totalmente daquele AOR brega e farofento dos anos 80.Davi: Os dois discos que mais me agradaram desde que a banda voltou à ativa foram Start From the Dark (2004) e este. O Europe sempre foi visto com um pouco de preconceito na década de 80 por serem descaradamente comerciais. Muitos foram incapazes de perceber o nível musical desses rapazes. John Norum, na minha opinião, é um dos melhores guitarristas da década de 80. Grandes músicas, grande álbum.
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Rush – Clockwork Angels |
Bruno: Simplesmente o melhor disco do Rush desde Signals (1982). O trio canadense mostrou muita garra em um trabalho pesado e mais calcado na fase clássica de 1975 a 1978, fugindo da zona de conforto dos discos anteriores.Davi: Justamente por eu ser baterista, o Rush sempre foi uma banda que me chamou a atenção. O que o Neil Peart toca não é brincadeira. Bem, nesse caso… os três. Quem gosta de dizer que rock é coisa para jovem quebra a cara ao ouvir esse disco. Escutar esse trabalho é uma viagem sem volta. Técnico e melódico. Pesado e com brilho. Poucos são capazes de fazer um disco assim nos dias de hoje.
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Testament – Dark Roots of Earth |
Bruno: Ouso dizer que é o melhor disco da carreira do Testament (para desespero dos mais radicais). Um disco pesadíssimo, amontoado de riffs e músicas que grudam na cabeça por dias. Os caras mostram como se fazem canções longas sem serem monótonas, diferente dos últimos trabalhos do Exodus.Davi: O melhor álbum do Testament em anos. Muitos estão dizendo que é o melhor trabalho do grupo. Para mim, ele ainda não supera clássicos como The New Order (1988) e Souls of Black (1990). Mesmo assim, é um belíssimo disco. O melhor álbum de heavy metal que ouvi nos últimos anos. A prova de que é possível fazer um som porrada com melodia.
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Kiss – Monster |
Davi: Uma verdadeira aula de rock ‘n’ roll. Riffs cativantes, bateria com som matador e ótimo trabalho vocal. Melhor trabalho do grupo desde Revenge (1992).Diogo: Ouvi um bom número de vezes, mas não me fisgou. Bom disco, algumas músicas muito boas, mas não faz por merecer todos os elogios que vem recebendo. O melhor disco relacionado ao Kiss pós-Revenge (1992) continua sendo, com sobras, Live to Win (2006), álbum solo de Paul Stanley.
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Soulfly – Enslaved |
Bruno: Ouvi muito pouco pra opinar, mas achei bem mais pesado que os trabalhos habituais do Soulfly. Destaque para o baterista.Davi: Sempre achei a discografia do Soulfly consistente. Mais uma vez gostei muito do disco. Thrash pesadão, sem muitas experimentações dessa vez. As músicas são muito boas. Por um pouquinho só não entrou na minha lista de melhores do ano. Numa boa, o Soulfy anda me agradando mais do que o Cavalera Conspiracy e o Sepultura atual.
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Stone Sour – House of Gold & Bones Part 1 |
Bruno: O Stone Sour finalmente acertou a mão, em um disco mais pesado sem perder a melodia e a sonoridade mais acessível da banda. O monstruoso Corey Taylor dispara toda sua versatilidade entre as faixas, provando que é sem dúvida um dos maiores vocalistas dos últimos anos.
Davi: Mais um belo álbum do Stone Sour, mas confesso que ainda sou mais fã da barulheira promovida pelo Slipknot. Muita gente tem comentado que ficou surpreso de ver o Corey Taylor cantando de maneira mais melódica, mas a verdade é que nas músicas mais comerciais do Slipknot já se percebia esse outro lado da moeda.
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Baroness – Yellow & Green |
Bruno: Meu disco favorito do ano. O Baroness chegou no auge em um álbum que consegue juntar o sludge tradicional da banda com psicodelia, rock progressivo e até alguns momentos mais pop. Parece estranho, mas essa mistura dá muito certo e é extremamente agradável de ouvir. Uma banda que mostra que o heavy metal pode ser muito criativo.Davi: Não ouvi.
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The Toy Dolls – The Album After the Last One |
Bruno: É legal e ao mesmo tempo estranho ver o Toy Dolls com uma produção tão boa. Quem gosta de Toy Dolls vai amar o novo disco. Tem tudo aqui: a genialidade de Olga com as canções engraçadas, divertidas e recheadas de sing-alongs.Davi: Não ouvi.
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Flying Colors |
Bruno: O pouco que ouvi achei monótono.Davi: Fantástico! A prova de que músico virtuoso não precisa demonstrar a sua técnica todo o tempo para prender a atenção do ouvinte. Acho fantástica a ideia de ter uma levada mais pop por trás, embora isso possa assustar os admiradores mais radicais.
Coloquei 5 entre os 10 finais. Acho que é um bom número…rs
Vou começar a ouvir o Stone Sour nesse exato momento. Tá todo mundo falando tão bem dele que tô achando que tenho que reparar algum tipo de erro….sei lá…rs
ABSURDO ninguém mais ter colocado o The Night Flight Orchestra!!!! ABSURDO!!! Até tu Diogus!?!?!?
Coloquei 4 entre os 10 finais, até que não ficou ruim. Minha decepção é que poucos (acho que só eu) coloquei disco de banda nacional entre os 10 melhores. Será que os lançamentos brasileiros tem sido tão ruins assim, ou o acesso a musica de boa qualidade em nosso país é escasso mesmo?
Coloquei três entre dez, mas mais que ano passado! Mairon, na minha lista tem o Violeta de Outono, confere lá!
Em nenhuma lista do site saiu The End of Our Flames, do Pastore. Será que ninguém ouviu?
Ulisses e Mairon
Eu não ouvi nada de bandas nacionais esse ano. Acho que só o disco do André Matos. Esse do Pastore eu fiquei enrolando para comprar, inclusive comprei o outro direto dele.
Não enrola não véi. Garanto que o disco é do caralho, e 10x melhor que o primeiro. ^^
Eu teria vergonha de colocar 5 numa lista de 10 DISCOS DE METÁU! Apesar disso, parabéns pelo trabalho desenvolvido competentemente no blog. Só falta direcionar essa competência a música boa de verdade. rç Vcs ficam falando de prog metal chamando isso de "progressivo". É como chamar religião de Filosofia. É a Idade das Trevas do Prog, meu Deus!