Cinco Discos Para Conhecer: Marco Mendoza

27 de novembro, 2015 | por Van do Halen
Cinco Discos Para Conhecer
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Por Igor Miranda (Publicado originalmente no site Van do Halen)

Baixista competente, Marco Mendoza tem um currículo invejável. Sua versatilidade já permitiu que trabalhasse com nomes do porte de Bill Ward, David Coverdale, Neal Schon e até mesmo Right Said Fred (aquele grupo Pop da música “I’m Too Sexy (For My Shirt)”. Seguem cinco discos para ter uma ideia do trabalho de Mendoza.


61oqbOvhhrL._SY355_Blue Murder – Nothin’ But Trouble [1993]

Em termos comerciais, o álbum de estreia do Blue Murder, autointitulado, não correspondeu às expectativas. Uma banda composta por John Sykes, Tony Franklin e Carmine Appice deveria vender muito bem, mas a repercussão foi apenas mediana. Após um período de hiato, o grupo apareceu com line-up reformulado para lançar Nothin’ But Trouble. A banda passou a ser composta por John Sykes, Marco Mendoza no baixo e Tommy O’Steen na bateria, mas há participações da cozinha anterior em algumas canções – que acabaram ficando de fora do debut e foram aproveitadas aqui. Em comparação ao debut, Nothin’ But Trouble soa mais pesado – talvez pela cozinha mais direta, quem sabe por intervenção direta do chefe Sykes. O padrão de qualidade é mantido, mas comercialmente se sai pior que o álbum de estreia. Lamentável para uma audição altamente recomendada.

John Sykes (vocal, guitarra), Marco Mendoza (baixo), Tommy O’Steen (bateria)

Músicos adicionais:
Kelly Keeling (vocal em 6)
Tony Franklin (baixo)
Carmine Appice (bateria)
Nik Green (teclados)
Jim Sitterly (violino)

1. We All Fall Down
2. Itchycoo Park (The Small Faces cover)
3. Cry for Love
4. Runaway
5. Dance
6. I’m on Fire
7. Save My Love
8. Love Child
9. Shouldn’t Have Let You Go
10. I Need an Angel
11. She Knows


whitesnake-into-the-light(other)-20120324203247David Coverdale – Into The Light [2000]
(Por Weslei Varjão)

No final dos anos 1990, o Whitesnake não era o lugar em que David Coverdale gostaria de estar. Restless Heart, de 1997, deveria ser um álbum solo, mas foi lançado sob a alcunha do grupo por pressão da gravadora. Ele queria praticar o som do início de sua carreira solo: o Blues Rock. Livre da pressão do nome de sua famosa banda, ele finalmente gravou um disco para voltar às raízes. Into The Light mostra Coverdale com ênfase em outra especialidade de sua carreira: as baladas. Apesar do moderado de sucesso de apenas uma música desse registro, aqui temos um disco muito bom, pois todos sabemos do feeling que esse monstro possui. Mas aqui o pé é tirado bruscamente do acelerador. O time que aqui trabalhou é excelente, com destaque para a cozinha com Denny Carmassi (ex-Heart e que também participou no Coverdale/Page) e o baixista Marco Mendoza, que futuramente continuaria a trabalhar com o vocalista.

David Coverdale (vocal, guitarra em 1)
Doug Bossi (guitarra)
Earl Slick (guitarra)
Marco Mendoza (baixo, guitarra espanhola em 12)
Denny Carmassi (bateria)
Derek Hilland (teclados em 1 e 8)
Mike Finnigan (órgão, piano)
John X. Volaitis (teclados, harpa)
Dylan Vaughan (guitarra em 4)
Tony Franklin (baixo em 4)
Bjorn Thorsud (tamborim em 4)
James Sitterly (cordas em 5)
Ruy Folguera (arranjo de cordas em 5)
Jimmy Z (gaita em 7)
Linda Rowberry (dueto vocal em 12)

1. …Into the Light
2. River Song
3. She Give Me…
4. Don’t You Cry
5. Love is Blind
6. Slave
7. Cry for Love
8. Living on Love
9. Midnight Blue
10. Too Many Tears
11. Don’t Lie to Me
12. Wherever You May Go


Ted-Nugent-Craveman-22074-1_1Ted Nugent – Craveman [2002]

O período entre Craveman e o seu antecessor, Spirit Of The Wild, de 1995, representa um dos maiores hiatos criativos da carreira de Ted Nugent. Sete anos sem lançar um novo trabalho é muito para Nuge. E durante esse período, o guitarrista e vocalista passou a não contar mais com seu companheiro Derek St. Holmes. Craveman foi lançado em power trio. Ted foi complementado por Marco Mendoza e Tommy Clufetos, em um trabalho que sucede bem Spirit Of The Wild. Com exceção de uma ou outra faixa mais pirada, o álbum continua com a proposta de apresentar Rock n’ Roll direto, com destaque para as guitarras e os vocais berrados de Nugent. A cozinha faz bem o básico. Aliás, Ted Nugent é básico – e eficaz.

Ted Nugent (vocal, guitarra), Marco Mendoza (baixo, percussão), Tommy Clufetos (bateria, percussão)

1. Klstrphnky
2. Crave
3. Rawdogs & Warhogs
4. Damned if Ya Do
5. At Home There
6. Cum n Gitya Sum-o-This
7. Change My Sex
8. I Won’t Go Away
9. Pussywhipped
10. Goin Down Hard
11. Wang Dang Doodle
12. My Baby Likes My Butter on Her Gritz
13. Sexpot
14. Earthtones


c0046856_13175469Soul SirkUS – World Play [2004]
(Por João Renato Alves)

A ideia inicial do Soul SirkUS surgiu no projeto Planet US, o mesmo que daria origem ao Chickenfoot. Nesse grupo, Neal se reuniria com Sammy Hagar, levando Deen Castronovo. Do outro lado, o vocalista trazia Michael Anthony além de adicionar Joe Satriani à escalação um tempo depois. Infelizmente a banda não foi adiante, o que frustrou muito Schon. O jeito foi reaproveitar os fragmentos de música que já tinha composto de outra forma. Foi aí que Jeff Scott Soto cruzou seu caminho. Para completar o time, o experiente Marco Mendoza, então baixista do Whitesnake e do Thin Lizzy. Com essa formação, gravaram World Play, único álbum do grupo. Logo em seguida, Castronovo ficou doente e foi proibido pelos médicos de entrar em turnê. A solução foi chamar Virgil Donati para ocupar o posto. Neal se empolgou com a técnica do novo baterista e decidiu regravar o trabalho, acrescentando novas faixas. Quem curte um Hard Rock de qualidade não pode deixar de conferir cacetadas certeiras como “Highest Ground”, “New Position” e a fantástica “My Sanctuary”. O trabalho em conjunto levou Soto ao Journey, o que não acabou sendo proveitoso para ninguém e desfez uma parceria promissora.

Jeff Scott Soto (vocal), Neal Schon (guitarra), Marco Mendoza (baixo), Deen Castronovo (bateria), Virgil Donati (bateria)

1. Highest Ground
2. New Position
3. Another World
4. Soul Goes On
5. Alive
6. Peephole
7. Abailar To Mundo
8. Periled Divide
9. Praise
10. My Sanctuary
11. Friends 2 Lovers
12. Coming Home
13. My Love, My Friend
14. Close The Door
15. James Brown


smoke--mirrors-5406734b224baLynch Mob – Smoke and Mirrors [2009]
(Por João Renato Alves)

O título pode assustar à primeira vista. Afinal de contas, ele lembra o maior fiasco da carreira do Lynch Mob e um dos maiores do Hard Rock, como estilo, o terrível álbum Smoke This!, de 1999. Mas, tranquilizai-vos, irmãos. Esse trabalho tem muito mais a ver com os primórdios do grupo, apesar de uma sonoridade mais modernizada – nada que assuste. A formação, sempre capitaneada pelo monstro sagrado das seis cordas, George Lynch, traz o vocalista Oni Logan, dono do microfone no clássico Wicked Sensation, de volta, além do fantástico Mark Mendoza no baixo e Scot Coogan (Ace Frehley, Brides of Destruction) na bateria. Com uma escalação dessas, dá pra esperar coisa boa. E é o que temos por aqui desde a abertura com “21st Century Man” e sua levada tipicamente Hard. A coisa fica ainda melhor com a faixa-título e suas mudanças de andamento perfeitas. “My Kind of Healer” com seus riffs de guitarra de primeira é outro destaque. Há alguns momentos mais experimentais, como em “Time Keepers”, mas nada que comprometa a qualidade do play. Um alívio para todos que desconfiam do que George Lynch pode aprontar quando lança um trabalho, especialmente quando se trata do Lynch Mob. Mas podem baixar sem medo, aqui o Hard Rock comanda.

George Lynch (guitarra), Oni Logan (vocal), Marco Mendoza (baixo), Scot Coogan (bateria)

1. 21st Century Man
2. Smoke and Mirrors
3. Lucky Man
4. My Kind of Healer
5. Time Keepers
6. Revolution Heroes
7. Let the Music Be Your Master
8. The Phacist
09. Where Do You Sleep at Night
10. Madly Backwards
11. We Will Remain
12. Before I Close My Eyes

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2 Comentarios

  1. Fernando Bueno disse:

    Vi ele tocando com o então Thin Lizzy e achei a performance dele ótima. A banda acetadamente mudou de nome para Black Star Riders, gravou dois discos e ele saiu. Ele me parece um cara que não consegue ficar no mesmo lugar por muito tempo….

  2. André Kaminski disse:

    Não conheço muito do Marco Mendoza mas achei curioso que não citaram o álbum solo dele Live For Tomorrow de 2007. Seria este um disco ruim?

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