Na Caverna da Consultoria: Ronaldo Rodrigues




4. Tive a oportunidade de ouvi-lo tocar com o grupo O Terço, e ainda, admiro e muito o trabalho do Massahara, uma das melhores bandas surgidas no Brasil nos últimos anos. Também tenho apreço pelo Arcpelago e pela Caravela Escarlate, a qual está prometendo cada vez mais ser uma banda que marcará época. Conte-nos um pouco como foi cada um desses projetos que você participou.
RR: Esse show que você esteve foi uma ocasião muito marcante e tenho vivo na mente todos aqueles momentos. Fui convidado pelo produtor Cláudio Fonzi para um espetáculo chamado “O Terço Lado B”, na qual o guitarrista e líder do Terço, Sérgio Hinds, reuniria-se com alguns outros músicos pra revisitar músicas obscuras do repertório do grupo em suas diversas fases. Foi uma sensação fantástica poder tocar com um cara que gravou alguns dos discos e músicas que mais ouço, que frequenta minha prateleira de discos e meus alto-falantes há anos. Fiz dois shows nesse projeto, um no Rio e outro em Belo Horizonte. Ter tocado a suíte “Amanhecer Total”, de 1973, que nunca havia sido executada ao vivo, foi também uma grande honra pra mim.
Meu outro grupo, o Arcpelago, surgiu pelo simples fato de que quando o David Paiva me convidou para ingressar na Caravela, eu já tinha um baterista tocando comigo e que foi um cara muito importante pra me manter motivado nessa busca. O David também já tinha um baterista naquelas alturas. Pra não criarmos conflitos, decidimos fazer duas bandas (risos). Isso também ajudou em outros sentidos, porque a Caravela já tinha um repertório e muitas composições na manga e pro Arcpelago eu tinha muitas composições e ideias que queria dar vazão. Entre muitas idas e vindas, conseguimos uma formação estável para o Arcpelago no início de 2014. Desde então, estamos construindo um repertório que prima por uma tentativa de abranger muitas vertentes do rock de inspiração setentista, seja do rock progressivo sinfônico, experimental, space-rock, jazz-rock, sons mais pesados. Enfim, tentar traçar tudo que vier. Creio que tem dado certo e agradado.
Quanto à Caravela Escarlate, é um grupo com o qual estou apostando, na linha do rock progressivo com muitas influências do rock progressivo latino (brasileiro, argentino, italiano, espanhol, etc.), bem melódico. Apesar de termos o formato de trio, não emulamos aquele tipo de progressivo de trio na linha do ELP. Estamos concluindo a gravação e produção do nosso primeiro disco. As gravações já estão finalizadas e estamos na fase de mixagem e masterização. Estaremos com disco na praça esse ano!
5. Por ter morado em Campinas, e estar no Rio, você percebe uma diferença na questão do rock nessas cidades? Eu por exemplo, vejo São Paulo como sendo bem mais roqueira que o Rio de Janeiro, além de mais conservadora tanto no quesito lojas quanto preço de discos.
RR: Sim, há diferenças. São Paulo, capital, tem mais coisa até por ser uma cidade maior. Lá também o público é mais segregado, as tribos são mais claras. Em Campinas, o movimento é bem fraco apesar da cidade ser grande para o padrão do interior do país. Existe algo de hard rock e uma cena de punk-hardcore, mas que considero que sempre foi inexpressivo. No Rio, é bem capaz de você encontrar a galera do rock vendo show de mpb no Circo Voador ou circulando no meio de uma batucada. O carioca não tem esse sectarismo, é bem mais plural, o que eu acho até bom em certo ponto. Por outro lado, é tudo muito fragmentado por esse mesmo motivo. No Rio, acho que as referências ao rock progressivo são maiores que em SP, provavelmente por herança da rádio Eldo-Pop e de programas como o 60 Minutos de Música Contemporânea, da rádio JB. Também vejo mais gente interessada em produzir som autoral com essa influência no Rio do que em SP. No metal e derivados, SP é bem mais forte. Com relação as lojas de discos, não percebo diferenças muito expressivas. Exceto pelo fato de que SP é uma cidade maior, como já disse, do que decorre mais concorrência e opções.


10. Que outros países você já visitou? Há muita diferença musicalmente de um para outro? Pergunto isso por que eu já estive em vários países, e as culturas em relação a discos são bem diferentes em cada país.
RR: Minhas viagens internacionais sempre foram a trabalho, com pouco tempo disponível para procurar algo com relação a música. E só fui pra lugares “exóticos”, digamos. Além da Malásia, fui ao Japão, à Moçambique e conheci uma área fronteiriça da Bolívia. Em Moçambique, como era de se esperar, eles curtem música com muito groove por lá. Há muito rap, hip-hop, algo de reggae. Dá pra sacar alguma coisa regional, mas sempre com tons eletrônicos, modernos. O povo andando na rua você já saca a malemolência. Mas o país é muito pobre e um bocado hostil para turistas. No Japão foi tudo muito corrido, um cronograma insano para uma viagem de quase 24hs de duração. Mas nesse caso, descolei tempo para garimpar uma loja que ficava em Shinjuku, distrito de Tóquio, onde fiquei hospedado. Chamava-se Disk Union. Foi bárbaro. Eram várias lojas da mesma rede, cada uma especializada por estilo. Tinha uma só pra jazz, outra para pop japonês, outra para música clássica, etc. E tinha a maior de todas, que era uma com itens usados, que tinha de tudo. Eram cerca de 80.000 títulos! Eu tinha lido em um guia de viagem de que o Japão possui uma grande cultura de venda de artigos usados, porque as casas são muito pequenas e o japonês não tem muito como ficar acumulando coisas. Como eles são muito cuidadosos e honestos, isso cria um mercado bem interessante. Pois bem, a Disk Union era de perder a linha. Eu tive que me segurar porque fui lá no meu primeiro dia, depois de rodar muito pra encontrar (achar um endereço em Tóquio é um inferno, as ruas não tem nomes, os mapas são difíceis de entender e não é fácil achar quem fale inglês por lá), e eu ainda não tinha recebido minhas diárias e nem sabia como seria a dinâmica dos meus gastos por lá. Trouxe “apenas” 14 cds em versão mini-lp, por precinhos módicos…tinha colocado ao menos uns 50 no cesto. Depois do término do trabalho, vi que poderia ter trazido ao menos uns 30 que ainda estaria muito bem. Mas seria impossível voltar lá, fiquei apenas 4 dias e com uma programação muito intensa. Só tive uma tarde livre. Outra coisa interessante no Japão é a cultura de músicos de rua…há muitos, em vários cantos, e de excelente nível, de tudo quanto é instrumento.
11. Qual país você gostaria de conhecer, não só pelas belezas naturais, mas também para dar aquela garimpada em discos?
RR: EUA, Suécia (adoraria ir lá pra tocar!), Holanda, França, Itália, Austrália, Argentina, Chile, México. Todos esses lugares tem muita história musical pra contar.
12. Voltando ao blog, qual a matéria que você mais gostou de ter feito?





27. Bei, esse do Flash é uma raridade monstra. Parabéns pela aquisição. Já teve algum item que você acabou se desfazendo e depois se arrependeu, sendo que nunca mais conseguiu encontrar o dito cujo?
RR: Nunca precisei me desfazer de nada, graças a Deus! mas de arrependimentos, já teve vários itens que deixei de comprar na hora e depois não achei mais, ou com os preços que tinha visto. Não sei nem citar exemplos porque isso já me aconteceu muito. Quando comprei esse LP do Flash, o cara que me vendeu tinha vários LPs legais, com um preço bem bacana. Devia ter pego outros, mas tava com pouco dinheiro em mãos na ocasião…lembro que ele tinha Modrý Efekt e Radim Hladík, SBB…coisas que não se vê por aí todo dia.

– Khan – Space Shanty (1972)
– Deep Purple – Deep Purple (1969)
– Aphrodite’s Child – 666 (1971)
– Som Nosso de Cada Dia – Snegs (1974)
– Captain Beyond – Captain Beyond (1972) (com a capa holográfica)

– Beach Boys – Pet Sounds (1966)
– Beatles – Sgt. Peppers Lonely Heart Club Band (1967)
– Byrds – Fifth Dimension (1965)
– Crosby, Stills & Nash – Crosby, Stills & Nash (1969)
– Cream – Wheels of Fire (1968)
– The Doors – The Doors (1967)
– Led Zeppelin – Led Zeppelin II (1969)
– Leslie West – Mountain (1969)
– Jimi Hendrix – Electric Ladyland (1968)
– King Crimson – In the Court of the Crimson King (1969)
– Led Zeppelin – IV (1971)
– Black Sabbath – Vol. IV (1972)
– Deep Purple – Burn (1973)
– Yes – Close to the Edge (1972)
– Genesis – Selling England by the Pound (1973)
– Pink Floyd – Dark Side of the Moon (1973)
– Emerson, Lake & Palmer – Brain Salad Surgery (1973)
– Rolling Stones – Sticky Fingers (1971)
– Mahavishnu Orchestra – Inner Mountain Flamme (1971)
– Captain Beyond – Captain Beyond (1972)

– Wobbler – Rites at Dawn (2011)
– Opeth – Pale Communion (2013)
– Graveyard – Hinsingen Blues (2011)
– Radio Moscow – Radio Moscow (2007)
– Causa Sui – Summer Sessions Vol. 1 (2009)
– Diagonal – Diagonal (2008)
– Astra – The Weirding (2009)
– Siena Root – A New Day Dawning (2004)
– Charles Bradley – No Time for Dreaming (2011)
– Steve Hillage – Fish Rising (1975)
– Mutantes – O A e o Z (1973)
– Colosseum – Valentyne’s Suite (1969)
– Led Zeppelin – Led Zeppelin II (1969)
– Black Sabbath – Sabbath Bloody Sabbath (1973)
– Santana – Santana (1969)
– Quicksilver Messenger Service – Quicksilver Messenger Service (1968)
– Traffic – Traffic (1968)
– Veludo – Ao Vivo (1975)
– Larry Coryell & Eleventh House – Introducing … (1974)
– Travesseiros;
– Uma espreguiçadeira;
– Um gerador de energia elétrica;
– Uma aparelhagem de som bem potente;
– Um violão;
– Papel e lápis;
– Um gravador;
– Uma prancha de SUP;
– Um veleiro
Humilde, né?

39. Quais os próximos passos para sua carreira musical?
RR: 2015 foi um ano de estúdio. 2016 vai ser um ano de palco. Eu tenho um sonho de organizar um festival ao ar livre, nem que seja durando um único dia. Quem sabe em 2016 eu consiga mover algo nesse sentido. Também estou prospectando entrar para o mercado de trilhas sonoras. Mas apenas confabulações até o momento. Plano concreto mesmo é lançar os discos das bandas, fazer shows, continuar compondo e me divertindo.
Tenho praticamente o dobro da idade do Ronaldo, mas ele tem conhecimento musical para ser meu pai. E tem a simpatia daquele tio bacana que todo jovem quer ter na vida. Mais uma ótima entrevista pilotada pelo Mairon. Senti falta apenas de uma conversa sobre o programa de rádio tão legal que o Ronaldo fazia e que tive a honra de participar uma vez.Imenso prazer de ser seu colega neste site, Ronaldo.
Olá Marco, obrigado pelo seu comentário, fico muito feliz ao lê-lo, pq a consideração por vc é gigante e recíproca! só discordo veemente de que eu ouso ter mais conhecimento que vc…isso jamé! O Mairon até me prôpos comentar sobre o programa da rádio, na segunda versão, contudo achei que eu já encheria por demais a paciência de todo mundo com as minhas histórias e aí fica pra uma próxima kkk. Abraço!
Prova de que vc que é o mestre nessa história é que o disco do Eduardo Bort que vc vê em uma das fotos eu fui atrás de conhecer e comprar depois da sua matéria sobre o rock espanhol, viu?!
Eduardo Bort: uma guitarra de ouro e um sotaque de merda.
Agradeço o elogio Marco, mas isso não seria possiel se nao fosse o Ronaldo uma pessoa de caráter excepecional. Outro que tenho muita alegria de ter conhecido. Em fevereiro, vamos botar para quebrar no ensaio da Salgueiro, procede meu nobre RR?
Minha referência para ir buscar bandas obscuras setentistas ou procurar novos sons de bandas brasileiras são as matérias do Ronaldo. Já havia dito isso, mas vou repetir: incrível como o Ronaldo sempre consegue achar uma banda setentista que se encaixa em qualquer tema do Consultoria Recomenda e que ainda por cima tem qualidade.
E como o Marco disse, tem cara de ser aquele tio que todo mundo adoraria ir visitar numa viagem de férias ou em um fim de semana.
Também nos avise quando os cds do Caravela e do Arcpelago estiverem prontos para eu comprar.
Valeu pelas gentis palavras, André! gostei dessa de ter cara de tio que todo mundo adoraria visitar…espero que meu sobrinho tenha essa opinião sobre mim no futuro! hahahahaha
a respeito dos trabalhos, quando prontos, terão ampla publicidade e vc terá um, pode ficar tranquilo! abraço!!
André, não é puxasaquismo não, mas o Massahara é bom de mais. Tu conheces?
Mais um que cita o “Close to the Edge” de sua lista pessoal dos anos 70. Por outro lado, fiquei contente com as citações do Ronaldo ao DSOTM (Pink Floyd) e SEBTP (Genesis), que são sim bem melhores do que este disco do Yes, em se tratando de rock progressivo.
Até hoje não sei o que os fãs observam tanto neste disco para considerá-lo como o melhor da carreira do Yes (tirando da minha parte a música “And You and I” que é sempre uma delícia ouvir). Não sei mesmo!
Obrigado pelo comentário, Igor! só acho que essa sua “cruzada” a respeito do Close to the Edge é meio infrutífera, saca? o disco é bom, muita gente gosta e vc nem tanto e viva a diversidade de gostos e opiniões no mundo, não é msm?
Sobre o Dark Side of the Moon e o Selling England by the Pound, são lindos, maravilhosos, estupendos, embasbacantes e acachapantes. Eu e a torcida toda do Flamengo e do Corinthians juntos apreciam e cantam em coro. Abraço!
Um abraço pra você também, Ronaldão. Outra coisa: respeito a torcida do Mengo e do Timão, eu sou Galo!
Concordo plenamentíssimamente com você,Ronaldo!!Viva a diversidade,falar disso,faltou algum disco de Eno na sua lista setentista,Ronaldo!Falar disso,seria interessante uma matéria sobre o minimalismo,tendo em voga obras de DEUSES com Riley,Eno,Glass etc.
Olá Erick, obrigado pelo seu comentário! apesar de gostar muito do Brian Eno em seus trabalhos eletrônicos, acho que não sou o cara mais indicado pra falar de minimalismo. Eu, na real, me considero um maximalista!
abraço!
É Igor, já rendeu o que tinha que dar suas questões sobre o gosto do pessoal com o CTTE.
Excelente entrevista e belíssima coleção. Parabéns!
Valeu Zé! aguardando pra ler a sua…abraço!
Comodoro irá desfilar suas relíquias para nós provavelmente no inverno gaucho, com uma boa cuia e uma erva de primeira, procede?
Conheci O Ronaldo no Festival Psicodália em 2009 tocando com a banda Massahara. Levei uma filmadora e foi o único show do festival que filmei completo. Gostei da banda demais. Voltando ao Rio encontrei ele em um bar de blues na Prado Júnior com outro psicodálico. Foi quando ele me disse que estava morando no Rio, acabara de se mudar. Pensei logo, a cidade ganhou um puta reforço musical. O cara é bom demais como músico. Mas depois fomos nos encontrando nos cenários rock and roll do Rio e descobrindo que o gosto musical dele era bem parecido com o meu. Mas a certeza foi quando rolou, em um churrasco ‘and’ roll da turma, a música da banda Arzachel e ele matou na hora. Não é qualquer que gosta e conhece esta banda. Fui logo presenteando-o com uma coletânea da Eldo-pop (em mp3 é lógico). RS. Parabéns pela entrevista. Rock na veia é o nosso lema.
Que legal, Joel! me lembro muito bem de todas essas ocasiões que vc citou…a música do Arzachel era “Garden of Earthly Delights”, lindíssimo som. Aliás, ali tem dois caras que eu sou muito fã, o guitarrista Steve Hillage e o tecladista Dave Stewart. Farejo na hora esses sons. Obrigado pela sua amizade e pelos muitos amigos que conheci através de vc. Abraço!
Ronaldo, um amigo meu conseguiu um video raro do Steve Hillage nos anos 70. Posso tentar conseguir com ele para te levar em fevereiro. Que achas?
Ótima entrevista e parabenizo a Consultoria do Rock por isso. Conheci o Ronaldo em shows da Massahara no Rio e depois o vi com o Caravela Escarlate no Prog Camp, mais tarde com o Modulo 1000 e mais recentemente com o Arcpélago. Estamos falando de um pilar do prog psicodélico no Brasil, se é que podemos rotular a música dele numa caixa só. Lendo a matéria estou pasmo com a disponibilidade dele em acumular conhecimento tão focado estando com tantas atividades dentro e fora da música, mas no fundo não é surpresa para nós que o admiramos. Competencia, eficiencia , bom gosto e muito feeling são caracteristicas que saltam imediatamente nos primeiros acordes de quem o assiste, agora vejo tb que ele tem muita persistencia em seus projetos. Seria ótimo estar com ele lá no Psicodalia este ano mas já me informou que tem compromissos inadiáveis como vimos aí na entrevista. Fico aqui vibrando pelo sucesso desse motor do rock e que agora já se tornou meu consultor. Abração, Ronaldo!
Grande PC! valeu pelo comentário, fiquei lisonjeado! agradeço muito o prestígio e a amizade…em 2016 tenho certeza que nos veremos em muitas ocasiões, com muito som…abração!
Obrigado PC. Abraços e suas palavras refletem muito do que é o Ronaldo. Um cara fora de série.
Grande Ronaldo, músico e escritor de mão cheia, um dos grandes talentos que temos o prazer de ter aqui no site! Excelente entrevista, achei muito legal as suas passagens por países “exóticos”, ainda que corridas! E parabéns à citação ao primeiro álbum do Black Bonzo, um discaço que merecia mais reconhecimento do que possui! Grande lembrança!
Ah, e quanto à sua coleção ser uma “piada” perto das de outros colaboradores… bem, melhor uma coleção pequena, mas cheia de qualidade como a sua, do que uma composta apenas de 400 versões diferentes do mesmo disco do Iron Maiden!
Parabéns mais uma vez pela entrevista!
Valeu Micael! o Black Bonzo realmente é muito bom e tenho a impressão de que foi um dos melhores exemplos do chamado “retro-rock” nos anos 2000. A coleção é pequena mas tem seus méritos kkk. A família tá crescendo aos poucos. Abraço!
Mais vale um Flash na vitrola do que 400 Fear of the Dark na prateleira
Bacana demais a entrevista, uma das melhores até agora. Ronaldo confirma a impressão que tinha dele através de seus textos: ponderação, tranquilidade, sem um pingo de afetação, mesmo com aventuras musicais que poucos de nós teremos durante a vida. Me identifiquei muito com suas referências musicais, inclusive com o fato de ter sido fisgado para a coisa pelo Led Zeppelin. Por fim, fiquei muito admirado com a idade do Ronaldo. Sem dúvida é uma daquelas pessoas cuja idade cronológica não reflete o fato de ter uma alma velha, no melhor sentido!
Obrigado Eudes! tanto na vida, quanto na música, se tem uma coisa que prezo é o equilíbrio. Só me falta essa virtude na hora de ouvir, tocar e curtir som. Aí sou um desequilibrado confesso! Led é Led, azar dessa turminha de agora que fica botando defeito no som dos caras…hahahahaha…abraço!
Led é Led, e só a Adriana coloca defeito.
Grande Ronaldo , bela entrevista , parabens .
Apenas notei suas prateleiras “meio’ vazias
precisammos colocar mais mini lps nelas …rss
Forte abraço ,
Gilney
Valeu Gilney! te mandei um email esses dias, mas voltou, vou mandar de novo!
as estantes tão esperando aquelas liquidações espertas pra ficarem mais cheias…hahaha…abraço!
Lembro-me de quando o Ronaldo começou a colaborar com a Collectors e depois com a gente. Pra mim ele era um cara que só o Daniel ou o Mairon tinha acesso. Não lembre de ter trocado e-mails com ele lá no início. Achava até que era um dos pseudonimos do Mairon….hahaha…. brincadeira!!!
Gostei muito da entrevista e principalmente pelo fato de vc buscar aquilo que gosta. Estou certo que muitos acabaram desistindo no meio do caminho e essa é a decisão mais fácil de se tomar.
Fiquei assustado de saber que você é tão mais novo que eu! Achei que tínhamos a mesma idade!!! Foda!! Tô velho!!! hahahah
Temos mais coisas em comum fora o amor pela música: o time de coração (Vai Corinthians!!!) e o fato de sermos USPianos….rs
Parabéns Ronaldo pela entrevista, pela carreira musical, pela carreira profissional (apesar que a musical tb é profissional, certo?), pelo time, pelas atividades extracurriculares e por ser um cara tão gente boa!!!
Fala Corinthiano, paulista do interior e USPiano! valeu pelo comentário, a gente é praticamente contemporâneo kkk. A consideração por vc e pelos colegas da Consultoria é recíproca. Quando vier ao Rio, dá um toque pra gente tomar umas!
Eu sou um fake do Marco, é isso
mais uma grande entrevista, lendo a parte onde ele esteve no japao, cheguei a conclusao que o japao é a meca de todo colecionador, independente qual o estilo de musica. parabens ronaldo
Valeu pelo comentário, Sérgio! realmente lá é um desbunde…vale muito a pena, adoraria voltar!
Excelente entrevista. Eu sou fã do escritor Ronaldo Rodrigues, o músico infelizmente não tive tempo de conhecer.
Em alguns pontos, o gosto do Ronaldo reflete o meu. Talvez, pelo fato de ele ter me influenciado com aquela lista magnífica que ainda está presente na Collectors Room. Enfim, também não gosto de quase nada dos anos 80.
O que quero dizer com isso tudo, é que o Ronaldo cativa as pessoas com as suas palavras, por que além de um enorme conhecimento musical, elas tem uma super dosagem (direto na veia) de paixão a música.
Obrigado pelas palavras, Roberto! em uma oportunidade, lhe apresento os trabalhos das minhas bandas. Aquela lista até hoje rende alguns bons comentários, fico muito feliz por isso. Acho que ali tá a nata do som pesado do começo dos ’70. Abraço!
Nossa que pura coincidência, eu relendo essa entrevista a exatamente 1 ano depois de ter lido a primeira vez hehehe
Aquela lista é um guia para quem quer conhecer o “Hardão”, deveria ter mais listas semelhantes por aqui também.
Abs Ronaldo
Parabéns pela entrevista,muito bom mesmo, um show de bom humor, humildade e bom gosto.
Valeu Ronaldo e Mairon.
Grande abraços
Wagner Xavier
Obrigado Wagner “Rock Raro” Xavier! gosto muito do seu livro e ainda não adquiri o volume 2. O farei em breve. Falamos a mesma língua, bom gosto não lhe falta! Abraço
Obrigado pelos elogios Wagner, e se quiser nos brindar com sua coleção, e so nos avisar
Olá Mairon, desculpe o tempo, só vi hoje seu retorno.
Quanto a coleççao fico as ordens meu amigo.
Abs
Wagner
Ronaldo, só vi agora sua resposta hahahaha..
Espero que a coleção tenha crescido muito..
Abraços
Wagner
Ronaldo, sua entrevista transmite a mesma sapiência e tranquilidade dos seus textos, e isso é muito positivo. Melhor que isso é contar com você ao nosso lado. Foi interessante constatar que temos alguns pontos em comum, entre eles a idade, o fato de não sermos exatamente colecionadores e de não termos vergonha de admitir a importância que o mp3 teve para adquirirmos conhecimento sobre música. Claro, o talento musical não está incluído entre esses pontos em comum, infelizmente para mim (risos). Abraço!
Apenas um detalhe: não cheguei a colaborar efetivamente para o site Collector’s Room, mas participei de duas ou três publicações colaborativas, se bem me lembro.
Sem palavras pras oportunidades que esse cara já teve com as bandas clássicas.
Faço coro com a última resposta.
Parabéns galera.
Conheci virtualmente o Ronaldo na antiga comunidade poeira Zine. Depois, tive alguns contatos com ele. Vi o seu show com o Massahara e o Módulo 1000. O seu teclado é extremamente competente e empolgante. Além disso, tem um conhecimento musical incrível. Se ele estivesse fora do País, já tinha deixado de ser servidor há muito tempo (risos). Parabéns aos dois, o entrevistador e o entrevistado. Abração!
Abração Marcio, e obrigado pelo comentario
Chefão Mairon, cê falou que minhas opiniões contra os fãs de CTTE já deram o que tinha que dar e realmente já deram mesmo. Eu já me redimi com este disco do Yes há um tempo atrás antes de eu voltar a metralhar o disco (do mesmo jeito que eu metralho o Atom Heart Mother e o Love at First Sting, por exemplo), devido ás opiniões dos fãs e críticos, que não paravam de crescer. Tô cansado de falar que este não é – nunca foi e nem será – o melhor disco do Yes e muito menos de todo o rock progressivo, é como se alguém me disser, por exemplo, que Thaeme & Thiago é a melhor dupla do “sertanejo universitário”. Basicamente eu desceria o cacete neste infeliz que pensa assim.