Cinco discos para conhecer: as várias faces da carreira solo de Richie Kotzen

8 de julho, 2016 | por Van do Halen
Cinco Discos Para Conhecer
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Por Igor Miranda (publicado originalmente no site Van do Halen)

Esse post trata apenas da carreira solo de Richie Kotzen. Para um resumo mais amplo da carreira do músico, acesse “Cinco discos para conhecer: Richie Kotzen“.

É impossível enquadrar Richie Kotzen em um gênero específico. Sua carreira solo, que conta com mais de 15 discos, transitam entre inúmeros estilos musicais, o que permite uma homenagem neste quadro.


RK2Richie Kotzen – Fever Dream [1990]

Inicialmente, Richie Kotzen chamou a atenção por ser um guitarrista ágil e habilidoso. Mas em Fever Dream, segundo de sua discografia, os aspectos de destaque em Richie – que também canta na maioria das canções – passam a ser outros. Sua musicalidade se destaca, mesmo com a proposta truncada de fazer algo que estivesse em voga na época: Hard Rock oitentista. Mesmo com a ideia de se manter no mainstream, Kotzen foge do senso comum ao inserir um raro groove entre seus contemporâneos do gênero, além de doses generosas de peso.

Richie Kotzen (vocal, guitarra), Danny Thompson (baixo), Atma Anur (bateria)

1. She
2. Fall of a Leader
3. Off The Rails
4. Yvonne
5. Things Remembered Never Die
6. Dream of a New Day
7. Money Power
8. Rollercoaster
9. Wheels Can Fly
10. Truth In Lies


rk3Richie Kotzen – Mother’s Head Family Reunion [1994]

Mother Head’s Family Reunion foi o prineiro álbum gravado por Richie Kotzen em carreira solo em uma gravadora major. Seu debut pela poderosa Geffen Records demonstra maturidade em relação aos seus primeiros trabalhos, onde o guitarrista se preocupa em fritar. Em uma mistura de Rock, Soul e Funk, Kotzen realizou uma mistura homogênea e identitária em Mother’s Head Family Reunion. Ele ainda desfruta da habilidade do baixista John Pierce e do baterista Atma Anur – pois este é um dos poucos de seus trabalhos a contar com uma banda em todas as canções. Trata-se de uma das referências em sua extensa discografia.

Richie Kotzen (vocal, guitarra, órgão Hammond, teclados), John Pierce (baixo), Atma Anur (bateria, percussão)

1. Socialite
2. Mother Head’s Family Reunion
3. Where Did Our Love Go
4. Natural Thing
5. A Love Divine
6. Soul To Soul
7. Reach Out I’ll Be There
8. Testify
9. Used
10. A Woman And A Man
11. Livin’ Easy
12. Cover Me


rk4Richie Kotzen – Bi-Polar Blues [1999]

Por mais que Bi-Polar Blues tenha alguns covers, a inserção deste disco no quadro é relevante. A faceta Blues de Richie Kotzen é evidenciada perfeitamente nesse registro, que o tem assumindo todos os instrumentos – com exceção do baixista Rob Harrington e do baterista Matt Luneau em, respectivamente, duas e cinco faixas. as músicas próprias, uma veia Bluesy vista apenas por grandes (e velhos) nomes do gênero é devidamente resgatada. Algumas canções, como a abertura “Gone Tomorrow Blues”, a truncada “Broken Man Blues” e a melancólica “A Step Away”, parecem ter nascido clássicas. Nos tributos, a performance original de Kotzen cativa até os mais saudosistas.

Richie Kotzen (vocal, guitarra, piano, baixo, bateria)

Músicos adicionais:
Rob Harrington (baixo em 4 e 6)
Matt Luneau (bateria em 1, 3, 4, 6 e 7)

1. Gone Tomorrow Blues
2. Tied To You
3. They’re Red Hot (Robert Johnson cover)
4. Tobacco Road (John D. Loudermilk cover)
5. Broken Man Blues
6. The Thrill Is Gone (Roy Hawkins cover)
7. From Four Till Late (Robert Johnson cover)
8. A Step Away
9. Burn It Down
10. No Kinda Hero
11. Richie’s Boogie


04 Get UpRichie Kotzen – Get Up [2004]

Em Get Up, provavelmente seu trabalho mais conhecido, a influência principal é o Hard Rock setentista. Kotzen declarou considerar, inclusive, um de seus registros definitivos, juntamente de Mother’s Head Family Reunion. Sem abandonar o swing que lhe é costumeiro, Richie apresenta uma proposta purista em relação ao Hard Rock, com foco em riffs de guitarra e bons refrões. Duas canções se destacam das demais, principalmente em termos de repercussão: “Losing My Mind” e “Remember”, que se tornaram clássicos de Kotzen.

Richie Kotzen (todos os instrumentos)

1. Losing my Mind
2. Fantasy
3. Remember
4. Get Up
5. So Cold
6. Such a Shame
7. Made for Tonight
8. Still
9. Never Be the Same
10. Special


Richie_Kotzen_-_Into_The_BlackRichie Kotzen – Into The Black [2006]
(Por João Renato Alves)

Depressão. Melancolia. Raiva. A música, muitas vezes, pode ajudar a aliviar esses sentimentos, tanto para quem ouve quanto para quem cria. E foi em Into The Black que Richie Kotzen resolveu exorcizar seus demônios internos. O álbum é uma viagem ao lado mais obscuro da mente do músico. As letras soam como verdadeiros desabafos, o que faz com a sonoridade também seja bem mais densa em comparação aos outros trabalhos de Kotzen. Mesmo sendo tão carregado, o efeito sobre os fãs foi o melhor possível. Não são poucos os que colocam esse entre os melhores discos da carreira de Richie, talvez pela grande identificação com o que ele aborda. Mesmo em momentos mais leves, como a lindíssima balada “My Angel”, o clima é de desesperança. Outros grandes destaques são a ótima “Misunderstood”, a sempre presente no setlist “Doin’ What The Devil Says To Do” e as belíssimas passagens de guitarra em “Till You Put Me Down”.

Richie Kotzen (todos os instrumentos)

1. You Can’t Save Me
2. Misunderstood
3. Fear
4. The Shadow
5. Doin’ What The Devil Says To Do
6. Till You Put Me Down
7. Sacred Ground
8. Your Lies
9. Living In Bliss
10. My Angel

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16 Comentarios

  1. Tiago Bittencourt França disse:

    Outro álbum muito bom da discografia do Kotzen é o Peace Sign de 2009, me deparei com ele por um acaso em um sebo aqui da minha cidade, paguei uma pechincha (9,90), e venho escutando-o frequentemente desde então. Recomendo!

    • Thiago Reis disse:

      Esse álbum era meu, encontrei o Tiago aqui hoje (09/07) nesse mesmo sebo e ele me reconheceu por participar do Consultoria do Rock! Levei uns álbuns para negociar nesse sebo…que mundo pequeno! Valeu Tiago!!!

      • Tiago França disse:

        Foi um prazer te conhecer pessoalmente Thiago. Fica tranquilo que os cds do Kotzen estão muito bem acomodados junto à minha coleção. E conforme você for levando outros lá pro sebo eu vou pegando rs. Abraço!

    • Diogo Bizotto disse:

      “Peace Sign” é um dos seus cinco melhores discos em carreira solo. “Larger than Life” é de chorar de tão boa.

  2. maironmachado disse:

    Puxei essa da Van só para acalmar os nervos do DB, que anda muito estressado nos últimos dias …

    • Marco Gaspari disse:

      DB precisa relaxar. Aconselho uma temporada na colônia de férias do ASPABROMI, recebendo uma sessão de shiatsu aplicada pelas mãos mágicas de Eudes Baima.

    • Diogo Bizotto disse:

      Vou conversar com o Eudes pra ver se rola um turismo sex… digo, turismo saudável em Fortaleza, pra aliviar minhas tensões. Obrigado pela preocupação.

  3. Tiago Bittencourt França disse:

    Me esqueci de dizer que o cd é autografado ainda. Inclusive, comprei mais três cds do Kotzen autografados neste mesmo sebo, dentre eles o Mothers Head Family Reunion, tudo muito barato. Pelo visto algum fã do cara aqui na região se encheu ou se decepcionou tanto que resolveu se desfazer de toda a discografia. Sou de Volta Redonda RJ.

    • Thiago Reis disse:

      Ainda gosto muito de Kotzen, mas infelizmente negociei esses cds, ainda bem que foram para uma pessoa que curte muito o cara!!!

  4. Eudes Baima disse:

    Não entendi como fui parar nessa conversa.

  5. Serena disse:

    Eu não sei quando turismo sexual virou turismo saudável, justamente em uma das regiões mais pobres do Brasil, em uma cidades conhecida como “capital da prostituição infantil”, nos comentários abertos ao público de um site de música…

    Não vá a Fortaleza com essa mentalidade, até porque tenho certeza que na sua cidade tem nightclubs.

    Não estou insinuando nada, apenas apontando uma piada muito, muito ruim, em um contexto totalmente inexplicável.

    • Diogo Bizotto disse:

      Leia o comentário do Marco anterior ao meu, em que ele cita “uma sessão de shiatsu aplicada pelas mãos mágicas de Eudes Baima” (nosso colaborador, que é residente de Fortaleza), obviamente em tom galhofeiro. Turismo sexual realmente não é piada, e meu comentário independeria da cidade em que ele reside. Poderia ser Belo Horizonte, Porto Velho, Natal, Curitiba… Calhou de Fortaleza infelizmente ter essa fama. Não sou frequentador de nightclubs ou quaisquer outros estabelecimentos do tipo. Na verdade, nunca paguei por sexo na minha vida e pretendo continuar assim.

      • Marco Gaspari disse:

        Sou testemunha: Diogo Bizotto só paga por sessões de shiatsu.

      • Serena disse:

        Não associei shiatsu a qualquer referencia sexual, por isso não associei turismo sexual “à visitar a casa do Eudes”, ainda mais pelo comentário do próprio “Não entendi como fui parar nessa conversa.”. Mas como eu disse, apenas apontei uma piada muito ruim (menos ruim agora), num contexto totalmente inexplicável.

        Contexto inexplicável porque, como eu já disse, aqui é uma área aberta ao público de um site de música, logo nem todos os leitores possuem todas as informações para entender todas a piadas internas, bem, ao menos eu não tive.

        Piada ruim por dar espaço para a interpretação que eu tive, e como você mesmo disse, calhou de ser em Fortaleza, que infelizmente sofre mais do que Curitiba ou Belo Horizonte com a exploração infantil. É como aconteceu com o pokemon go, onde o tal do pokemon que tem o poder de soltar gases tóxicos que foi parar justamente em Auschwitz.

        Fosse uma piada ruim sobre música, ou essa mesma piada somente entre os amigos, seria uma coisa totalmente diferente e inofensiva.

        E eu realmente não julgo, nem poderia me preocupar menos com quem vai onde for, ou paga pelo o que. Como disse, não insinuei nada, a não ser o que eu entendi como sendo um piada ruim (turismo sexual), se referindo a uma cidade que infelizmente é conhecida como destino de adultos que querem explorar crianças e adolescente (Fortaleza), feita em um ambiente desfavorável (aqui).

        Mas fico feliz por ter dito, pois pude comprovar que o assunto não é piada para você também, melhor do que não ter falado e continuar pensando. Por outro lado é por isso que é importante filtrar bem o que se fala em ambientes públicos, pois geralmente a pessoa não fala, mas continua pensando.

        De qualquer forma desculpe pelos excessos de minha parte, e/ou qualquer constrangimento.

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