Um americano do sul na corte sem rei Arthur da rainha Elisabeth

Um americano do sul na corte sem rei Arthur da rainha Elisabeth

Por Luiz Duboc

Rock Around The Clock  3 – Parte 1

Come mothers and fathers / Throughout the land / And don’t criticize / What you can’t understand / Your sons and your daughters / Are beyond your command / Your old road is / Rapidly agin’ / Please get out of the new one / If you can’t lend your hand / For the times they are a changin’
Bob Dylan

Sem mesa redonda ou na geometria que seja viraram a mesa. Sem cavalos, a pé, no ônibus, metrô, multidão de cavaleiros, raros com h, e não sabiam. Suas damas, graciosas miladies, sabiam. O matuto diante do maravilhoso tinha certeza, não ia acontecer mais aquilo, não Londres, só palco urbano, tudo aquilo não ia acontecer mais nada de novo. O que se conta tem que ter passado longe, noutro continente. Quanto mais longe do presente, sonho e memória entram num acordo, só gravar a essência. Rock, a causa, e a consequência sem tanto rock. Essência, consciência, consequência, cada um tem seu rock, não há pedra igual a outra, impressão digital do tempo. Não vem do tempo o valor de antiguidade e qualidade da minha perda de virgindade da consciência. Music & lyrics, vem daí. Deu massa de som consciente ao sentido do som que ficou, o som que ficou sentido, nasceu, viveu, acabou. Naquele momento, alquimia com fluidos químicos do presente para jogar com a consciência. Você pára no tempo, o tempo passa mais depressa parado. O tal acontecendo em carne e osso, se passando contigo, então é isso acontecimento: tua vida naquele treco do antes e depois. Num navio? vindo pra Londres?

foto-2Carioca cabeludo quatro olhos, romântico sério. Lisboeta, 60 e poucos, 20 anos naquela mesa, ex-marinheiro, descobriu o pau-brasil com calmaria, contratava e tratava dos papéis da tripulação e passageiros até a partida, e recebia o pagamento das passagens 3a classe, sem agência. Os dois num banheiro limpíssimo, a saleta ladrilhada branca do  administrativo da cia marítima dona do Louis Pasteur. Lhe penei minhas penas. U cutruca m’olhou, lascou como meu avózinho: — Viajar em cargueiro pagando a passagem só no cinema, teus quatr’olhos não dão-te conta da mentira? Me ofereceu um sem filtro, aceitei, acendo primeiro o dele com meu zippo. Gostou da consideração. — Ajudante-taifeiro, o cab’ludo assuntou certo, lavar privadas não precisa ser da marinha, mas você e teus óculos vomitam a primeira semana e passas a segunda de cama, desperdício usar teus quatr’olhos nesse trabalho mole.

Ver esses caras parecidos de perto até me cansar era o meu tempo, cabeludos tempos de vida e mulheres lindas coloridas, muitos, meio mal tratados. Ver-me igual, me verem igual, o matuto perdeu a virgindade da consciência. Sem mitos, tirei a cruz das costas do pensamento matuto não ser tão idealista, o idealismo acabava aos poucos, diante de todos. Tudo muito resoluto, e no meio de conceitos encarados e assumidos, fatia mínima do mercado espiritual na venda a varejo fora de hora de uma complacência oriental por atacado. Tempo, vida, tem em todo lugar. O tempo do point of no return não fazia a mínima cerimônia. Pelo final dos 80s, o sistema mesmo gasto é o nome correto, coopta o imaginário pop cabeludo “lisérgico”. Quantos vêm desaparecendo no Brasil, na mesma época, sem rock, os choques elétricos não vinham de guitarras, mas amplificavam a ditadura. Verdade simples: me encontro de volta a um tempo, a um lugar, gente, músicas, imaginava não existirem nem mais ou menos. Olhar para os lados, quem não suportava o cabeludo, não tolerava, sem sociologia, mas com má filosofia, se não praticasse o extermínio já havia pensado. A sequência final de Easy Rider quando estão na estrada. Não esquecer um pouco antes do que aconteceu com mr Nicholson. Numa cidade sóbria, fria, austera, gente educada, prestativa, paciente mas calada, antipática, arrogante, vendo e convivendo com cada vez mais filhos inglesas e ingleses educados em São Francisco; muitos saindo de casa imitando americanos. O rock inglês acordou com Chuck Berry, Little Richard e Elvis. Os que começaram o rock na Ilha imitaram americanos. As melhores músicas Lennon, as que não tem nada a ver com o Paul, são puro rock’n’roll.

— Queres ir a ver os cáb’ludos lá da tua idade. Num cargueiro, os tubarões te devoram antes … — Os de bordo … — Primeiro eles, depois os outros, chamas mãezinha no primeiro porto, ou voltas pra bordo, t’engajas e vais viver como somos, a vida que queres? — Fico nessa como vivem os cabeludos lá. —  Não tens um puto, perdõe o francês, nem pra 3a classe. Te consigo uma se entregares em Lisboa uma pequena arca de mantimentos pro meu irmão. No feijão, arroz, milho, grão-de-bico tem dólares, mas tens mais que se procupar qu’abrir sacas. Vamos ter um negócio, e mando esta mesa à merda.

Cada um na sua, se pedia licença para entrar na do outro, pediam para entrar na minha. Coisa estranha, uma serenidade para a placidez do novo com uma ansiedade calma, calma, mas depressa, de não perder o novo. Mindy perguntava sempre, vivia encucada desde o Pasteur: — Será que estou mantendo a palavra comigo mesma, aqui – batia a mão na testa e no peito – esse festival de posições assumidas, extroversões tranquilas e muito rápidas não pode durar. Estou faltando com minha palavra por mais que criticar, ter certeza que todo esse “ambiente histórico”, de que esta ‘ambiance’ não pode durar? paz e amor todos queremos, sem a mínima ideia como se faz isto, o rock é fundo musical perfeito, mas é preciso manter seriedade sem música. Estou faltando com minha palavra por ter certeza disto? — Acho que não, liberdade, justiça, misericórdia, here comes the sun, new morning, cumplicidade, muito mais palavras, responsáveis e irresponsáveis, que palavra essa da ambiance não consigo lembrar, acho que nunca vou conseguir nem when I’m 64, sei que havia ou há alguma palavra em algum lugar, então todo mundo vai usando uma porção delas. Foi nossa primeira joint, da minha cannabis, na proa.

— Mas é ilegal. — Claro, és perspicaz. Mas esses merdas do Salazar e teus militares me roubam mais de 70%, se sou honesto como eles não são. — E o pessoal de bordo … — Ingenuidade cáb’luda, não é a primeira vez nem a última, tem capitão que leva diamantes, lhe sobra uma pedrinha. Marinheiro, risco estúpido, 50% de chance de dar certo, as outras se perde emprego, liquidação, expulso com desonra, juntos pra mesma cadeia. És passageiro, só vais ver a cor da arca em Lisboa, desembarca e entrega. É tua passagem. Vais é ter uns dois marujos compadres a descerem de guarda-costas contigo. — Contrabandista e cabeludo, dose dupla … — Com essa tua cara e óculos mais uma arca surrada? 3a classe divides beliche, usas o banheiro com três outros, e não podes subir pra 2a. O Pasteur tem classe mesmo na terceira, 4 refeições com mesma comida da 2a e da tripulação, não, da tripulação é melhor, banheiro limpo todo dia, roupa de cama e toalha 1 vez por semana, rádio no deck, sem cinema nem shows noturnos, nem piscina, não tem diversão de rico, tens que ficar por ali. Disseste que gostas de ler? leva desses tijolos.

Embarquei no colégio interno rodeado de água por todos os lados, Louis Pasteur. 1a classe pode passear. 3a classe não podia subir. Mas 1a podia descer. Mindy desceu. Foi assim que conheci the cow girl. Fui com a arca e meus dois guarda-costas. Eles passaram pela alfândega. Fiquei conversando com seu Mendes da Cruz. Os 4, e a arca, num Mercedes táxi, Travessa Fábrica das Sedas. Acertou com eles. Me convidou para almoçar — De mão beijada, o que vão dizer de mim ao lado dessa cabeleira de Jesus, o silêncio é melhor dono. Com tuas patas vais a ver melhor a Alfama. Numa ladeirinha, primeira coisa que vi foram meiões, pretos, alguns encarnados e verdes berrante, aos joelhos, cada meião, bacia ao lado, em seguida, bundonas e bundões marcando vestidos pretos, em seguida, 15 mulheres gordinhas, gordas e obesas de costas, em seguida, 15 torneiras abertas, em seguida, uns 20 metros de tanque, em seguida, 15 coques. — São as lavadeiras com sua freguesia. Entramos numa feira, passando pelas barracas de peixe lhe digo:  — São as peixeiras com sua freguesia. — Se têm freguesia não me consta, mas são peixeiras, acertaste. Pela 3a barraca, uma delas, gordona de bigodinho, limpa o facão, chama a comadre, que só passa as mãos pelo avental, as duas chegam menos de um metro, a da mão de peixe me diz bom dia e aperta meu mamilo, a outra pergunta: — É minino ou minina? Portugal, meu avózinho.

foto-3Aqui, sonado, passados 10 minutos das 5am, há 20 vendo jeans passar. Ontem, 10 e pouco, já atrasados mais de meia hora da Rainha ordenar todos pubs, bares, restauras, fechar, Mindy me caiu no Guys & Dolls, ainda me pegou atrás do balcão com o resto de algum pie de alguma coisa, avental, touquinha branca ridícula, luvas amarelas até o cotovelo, enxaguando a pia e virando a chaleira com água fervendo ali dentro na louça retardatária ficando de molho — Already closed, miss, you know the rules. Mr Kinsey empurrou a gaveta do caixa. — Of course, just came for him. C’mon, south-american heir, move your ass, Linda sent you a lottery winner. E para o dono, baixando as persianas: — E você se livra dele antes que a Imigração apareça. Kinsey não gostou muito, muito menos que seu empregado, além de cabeludo, era um herdeiro sul americano.

Digressão Fiscal Manjada: o tal Work Permit sem mandatory do empregador afiançando utilidade necessária do empregado, nem beatle. Nem ‘jeitinho’ grana bem maior que o cabelo. Chuá atrás dos balcões, chegando nas mesas, em todos fast-foods e cozinhas 2 estrêlas em diante, entrada e saída obrigatória pelo serviço. Contratavam fora da lei, mandavam dar uma volta sem lei enquanto a lei checava, e pagavam abaixo da lei. Bastava quase nem falar inglês. No Girls & Dolls e London Steak House, classe média, pagavam as libras enroladas  presas num elástico, charutinho como um dedo médio gordinho; no The Great American Disaster, beautiful people bem calibrados esterlinados e Tandoori, 30 poucos em diante, lords of universe, num envelope da casa, recibo com seu nome de guerra, ‘General Home-Appliance’, dentro, vale qualquer assinatura, devolvido, lavagem das taxas não pagas.

Na calçada da Portobelo Road, a loteria era o Hollywood Music Festival, em Newcastle-under-Lyme, bandas de Liverpool, longe, frio paca pra hippie duro com sobretudo fly-market meio vivido pelo falecido. Tinha que viajar cedo para estar sexta fim da tarde lá, curtia a pop-inana rockeira, segunda cedo de volta, continuava meu futuro de evening water-boy. Não continuei, despedido, subi na vida, fui parar no The Great American Disaster, quando o menu encaixar melhor servimos.

foto-4Mindy ainda não parou de falar — Outra estréia, south-boy, let it be foi mixuruca. Agora você vai perder tua virgindade, mas sozinho, como ela não vai porque suas ruínas irlandesas chamaram, te mandou passagem e entrada. — Que ruínas irlandesas? — Linda te conta, vale agora são a entrada e duas passagens ida-volta, até Stoke-on-Trent, fica dentro de Newcastle. Ela anotou, eu chequei. — Segunda vez, Cow Girl, vocês decidem minha vida, assombra que é impossível não topar. —  Oh, sorry, dear, the man from the south is saying that he loved not slept on the sidewalk to not see and not hear the burial Fab 4? Let’s see, should be because only smoked cancer today. Complaining that, south-american heir? you people down there must get things how comes, and enjoy with it. Keep walking, traditional but precious english advice.  More than anything you’ll lose your virginity – riu –, I mean, it’s  your first pop festival, more, alone, man, with a gorgeous and perilous date – riu de novo – yourself. Escolhe um canto teu, não grudado no site, pedra e árvore são legais, e fica aí os três dias, fica nisso até achar teu lugar, deixa o sleep aberto, todo mundo sabe que em volta 2 metros o espaço está ocupa, aí começa o festival. Only carry your bread, ninguém vai a festival pra roubar; localiza bem as pias e o banheiro mais pertos; se der, vê se enturma com um dos caras das carrocinhas, e só come aí; água toda hora, mesmo que você tenha que andar pra mijar; toma só leite e chá, não põe açúcar, usa cadbury; se você acender um, alguém está perto e ri, oferece, igual lá no let it be … — It’s all right, ma, I’m only bleeding, but of emotion. Mindy tirou seu  lindo gorro de tricô fio médio dark blue barra bordeaux escuro faixa amarela 1cm na ponta, enfiou na minha cabeça: — O amarelo é pra ficar mais fácil na hora de reconhecer o corpo.

— Vamos! 5 bandas que vão pro Hollywood dão canja de “ensaios” pagos no ‘new old cavern’. Concerto meia boca, som sem música. Numa imitação pop-estilosa mais m2 que o verdadeiro Cavern, de Liverpool, casa dos besouros ainda guris. new old cavern, caro, metido sem charme, frio. E quem estava lá adorava qualquer coisa que emitisse som ou barulho e se movesse num palco. Inglês quando resolve imitar americano, domage. Quintessence, rock-hindu (se há o treco), de repente, Shiva manda the mandala song, o rock eram os tambores, uma merda. Surge Titus Groan, pensei que fosse um cara, são 4 embromadores de guitarras, pedais e ecos, fingindo clássico, sem a música dos músicos que passei a tarde numa mini free rehearsal presentation, de três guris no Hyde Park, anônimos, tais de Emerson, Lake & Palmer, ensaio? Wildmouth, ô boquinhas selvagens de porcaria, vocal-rock (?). Judy and Jackie – Peter, Paul and Mary sem o Paul – Judy óculos escuríssimos olhando por cima das lentes, mais prático se tira os óculos, guitarras tímidas, harpa elétrica ao lado do piano de Judy, folk-rock 50 pulando para da época, Trader Horne. 4 cabeludões e um careca quatro olhos roupa careta, um manjado Dick Heckstall-Smith, trazendo belo som no sax tenor, recepção para famosos, dos mais conhecidos e comprados.

Mindy se levanta: — Linda, claro, só ia chegar com teu ex-Colosseum. Linda ri para Mindy, Mindy ri para Linda. — Esse é o homem do sul, me apresenta. — É tudo?, Linda me pergunta. — Por enquanto, o que eu posso garantir e sobrar algum troco, digo. The ladies change smiles. The ladies proclamam, “Special rendez-vous”, bebida nacional na mesa. Os 3 já se conhecem desde crianças. E o Colosseum, hein? rock estilizado, músicos íntimos de seus talentos. Não deram sorte no Hollywood, sumiram depois do rock com swing rockeiro puro do Family, empatia total com o público.

foto-57 da matina tube direto para o trem das 07:28am (7:28, 7:29 é outro comboio) mochila, dois jeans, duas camisas, malha de algodão, button-front vest, meias, duas cuecas e a ceroula rodados saídos da janelinha redonda da lavanderia iguais as do cinema. O ferro de passar da Mindy atuação de merda. Mais provável um vizinho inglês te salvar a vida do que emprestar o ferro de passar. What for? Sobretudo, suéter, canivete swiss army, e o gorro. new old cavern não me deu novo rock. O rock e Mindy me deram a Linda, conheci Linda lá. Soul mate da Mindy, ficaram amigas no Woodstock, ano passado. Batia no ombro da Mindy e 4 dedos mais alta que o homem do sul, 23, 24 anos, rosto limpo, cachos negros pelos ombros, elegância bem menos colorida, serena disponível ao vento, se firmava opinião, decide, faz o que decidiu, sem papo. Com Mindy perdi a virgindade da cumplicidade e do mito. Linda, a virgindade sem dinheiro com música, papos sem censura; mais lida, mas fui mais ao teatro e cinema; das músicas, concertos, festivais e ruínas, sabia mais. Viro carioca atípico, sem arriscar e chutar quaisquer memórias cariocas-tropicais-folclóricas, recuar e buscar jogo para avançar. Linda personalidade, dadivosa e voluntariosa, completamente independente, absurdamente às vezes pra mim, não tinha (mais) cabimento posar de amante possessivo portenho, mesmo sendo “um herdeiro sul-americano”, e Linda fosse metáfora de si. Entrei na vida da Linda, Linda raro entrava na de alguém, deixava, às vezes, quem fosse o da vez ficar temporadas. Me ensinava bonito, correto inglês, obrigava a pronunciar até acertar. Dizia que a única maneira de se aprender uma língua, e ria, era praticando com quem é íntimo da língua, e ria sem vergonha. Por causa dela fui parar uns 100 metros dentro da Escócia. May I introduce her later. Ela quem me apresentou, e viveu junto, em todos os sentidos, os esplendores e misérias das psicodélicas.

Despesas pop: ida-volta-entrada pagas: 18 libras no bolso (a do transporte separada intocável), grana razoável, levando teu hash, alguma regra 3 (laranja, enlatado fácil), muita atenção com a leoa da larica e dá pro comedido, água grátis, chá e café à vontade, baratíssimos, 2 fish’n chips, uns 4 sandubas, leite – ração diária (cadburys racionados, al dente, no leite, café ou no chá, imbatíveis). 2 dias e meio de paz e amor não é impossível, conforme o que se aguente equilibrar com suficientes pounds de alimentação. Entrada, micharia, investimento é na produção: ir, chegar perto do local, ir até o local; comer, comer e comer; ácido opcional, hash, seguro, se não levou um sorriso te abre a porta da percepção. Sem (muito) ouriço segura uma curtição civilizada e tranquila (?) Que andariam fazendo os lindos cachos morenos nas tais ruínas?

foto-6Linda me regalou o Cross Country. Janela aberta, mão pra fora, fumei o primeiro com Londres clareando, me aguentou até Birmingham, só dois maços de Benson, meio litro de leite na garrafa, metade de um pão de forma, raspando o pote de geléia da Mindy, menos de um terço do último queijo e as 18 pounds, poupança hippie. Mordomia incluída, teso com conforto, cabine para 4, não pintou alma, passava o carrinho do chá, eu mostrava o retângulo azul single A-direct, a inglesona oferecia a quarter of milk e dava a caneca média de plástico grosso com chá pelando, duas fatias de fôrma e uma de queijo gordinho, incluídos na single A-direct. A gordona aparecia sempre 15 cravados depois de cada estação grande, civilizado o sistema, minha fome nem tanta, e se podia melhorar o câncer na cabine, unbelievable. Cheguei no sol tímido de Stoke-on-Trent, fácil até Newcastle.

Logo de cara, imenso cartazão, verbete bem humorado do Webster’s Enciclopedic, paravam, liam, riam, uns mais caretas copiavam (eu). The Hollywood Music Festival will be held this may, 23rd-24th, at Leycett in an area called Hollywood on the grounds of Ted Askey’s Lower (pig) Farm at Finney Green, between Madeley Heath and Leycett, near where you are. Wellcome Rockers: Você está na Inglaterra, em Newcastle-under-Lyme, central-oeste dos quintais de sua Alteza Real, Elisabeth II. Cidade e distrito administrativo do condado de Staffordshire. Ocupamos a esquina noroeste, fronteira com Stoke-on-Trent. Newcastle, deve-se pelo novo castelo erigido em 1145 ou 1180, os Tudor o tiraram dos livros, o culpado foi o 5º conde de Chester, mas o castelo voltou para a história em 1173 ou 1235. O conde Ranulph não teve a culpa, já estava morto. Under-Lyme, porque está ao lado de qualquer começo para entrar na floresta Lyme (não precisa entrar, o condado não tem serviço de resgate). Enjoy, being civilized. Sua mãe e seu pai e a Rainha agradecem.

foto-7(continua amanhã)

7 comentários sobre “Um americano do sul na corte sem rei Arthur da rainha Elisabeth

  1. O Luiz passa uma tarde ouvindo Family, Colosseum, Titus Groan, Quintessence e Judy and Jackie (esta dupla eu não conheço), ao vivo e, de boca cheia, diz que é tudo, ou quase tudo, uma merda. Realmente acho que eu nasci mesmo é pra Los Hermanos. Quanto ao Quintessence, acho eles maravilhosos.

    1. Judy Dyble e Jackie McAuley formavam uma dupla chamada Trader Horne, responsável pelo Lp “Morning way”. Judy Dyble participou da primeira formação do Fairport Convention, sendo substituída por Sandy Denny. Há um vídeo no iutube, em que o Fairport Convention interpreta “Reno Nevada”, no qual Judy faz os vocais. Ela chegou a participar do grupo “Giles, Giles and Fripp”, que seria a base de onde surgiria o King Crimson. Ela fez os vocais de “I talk to the wind”, música mais conhecida do Giles, Giles and Fripp, que seria regravada pelo King Crimson, no clássico “In the court of…”. Jackie McAuley é irmão de Pat McAuley, membro-fundador do Them, de Van Morrison. Jackie chegou a participar da banda. Teve uma discreta carreira solo.

    2. Já eu acho tudo divino e maravilhoso, incluindo o texto do Luiz.
      Um verdadeiro choque de letras e verbetes.
      Abraço,

  2. Ler essa introdução fez-me sentir dentro de uma obra de Jack Kerouac. Uma fantástica sequência de palavras encaixadas de forma a elevar a imaginação para níveis sobrenaturais.

    Sensacional!!!! Vamos para a segunda parte.

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