Cinco Discos para Conhecer: Jack Blades

30 de novembro, 2012 | por Van do Halen
Cinco Discos Para Conhecer
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Por Igor Miranda (Originalmente publicado no site vandohalen.com)
Apesar de ser consagrado pelo trabalho com o Night Ranger e o Damn Yankees, Jack Blades tem um currículo extenso. Gravou com vários artistas e compôs para monstros como Aerosmith, Cher, Ozzy Osbourne e vários outros. Segue a lista de cinco discos para conhecer o trabalho desse grande baixista, vocalista e compositor.
Rubicon – Rubicon [1978]
A primeira experiência de Jack Blades como músico profissional foi com o Rubicon, grupo liderado pelo vocalista e saxofonista Jerry Martini (Sly & The Family Stone). O trabalho da banda nada tem a ver com o Hard Rock que Blades e seu colega Brad Gillis, também integrante do conjunto, investiriam no futuro. O primeiro álbum do grupo, auto-intitulado, traz um Funk Rock com a pegada setentista, que se misturava sutilmente à Disco Music, proporcionando um swing infalível e digno de se tocar nos famosos “bailes” da época. Apesar de não cantar, Jack Blades brilha muito com suas linhas de baixo, repletas de slaps e fraseados criativos. A canção “I’m Gonna Take Care Of Everything” foi o único sucesso do play e da própria banda, que se separou no ano seguinte após lançar mais um disco.
Jerry Martini (vocal, saxofone), Max Haskett – trompete, backing vocals), Jim Pugh – teclados, Jack Blades – baixo, Dennis Macellino – saxofone, flauta, backing vocals, Brad Gillis – guitarra, Greg Eckler – bateria, backing vocals)
1. And The Moon’s Out Tonight
2. Far Away
3. Closely
4. Vanilla Gorilla
6. I Want To Love You
8. It’s All For The Show
Night Ranger – Midnight Madness [1983]
O Night Ranger foi formado por músicos experientes da cena setentista. Além de Jack Blades, outros dois integrantes do Rubicon, Brad Gillis e Kelly Keagy, integraram a banda, assim como Alan Fitzgerald (ex-Montrose) e Jeff Watson. A estreia se deu em grande estilo com o álbum “Dawn Patrol”, em 1982, mas só no ano seguinte que o melhor trabalho do grupo seria lançado. “Midnight Madness” traz nove verdadeiros hits do Hard Rock, com uma incrível veia melódica oitentista. Há uma mistura perfeita entre o peso rocker e a acessibilidade das harmonias de fácil assimilação permeadas por todo o registro. Instrumental e vocais, tanto de Blades quanto de Keagy, perfeitos. O sucesso foi inevitável, com um disco de platina rapidamente conquistado nos Estados Unidos, um single no Top 10 de todo o mundo (Sister Christian) e grandes vendas dos álbuns posteriores.
Jack Blades – vocal, baixo
Brad Gillis – guitarra
Jeff Watson – guitarra, teclados
Kelly Keagy – vocal, bateria
Alan Fitzgerald – teclados
2. Rumours In The Air
3. Why Does Love Have To Change?
4. Sister Christian
5. Touch Of Madness
6. Passion Play
7. When You Close Your Eyes
8. Chippin’ Away
9. Let Him Run
Damn Yankees – Damn Yankees [1990]
A fama do Night Ranger declinava gradativamente. Logo após o fim da turnê de divulgação para o álbum “Man In Motion”, Jack Blades deixou o grupo e formou oDamn Yankees com os astros Tommy Shaw (Styx) e Ted Nugent. O baterista Michael Cartellone completou a formação e o conjunto rapidamente colocou seu primeiro álbum na praça. Auto-intitulado, o trabalho de estreia do Damn Yankees é realmente poderoso. Sem dúvidas, trata-se de um dos melhores discos de Hard Rock feitos na época de “febre” do estilo. Além do enorme êxito comercial, o play se sobressai justamente por não soar datado e não apresentar fórmulas de sucesso: são quatro caras muito competentes tocando Rock de qualidade, sendo três deles composiores geniais. De longe, o melhor dessa lista.
Tommy Shaw – vocal, guitarra base, violão
Jack Blades – vocal, baixo
Ted Nugent – vocal, guitarra solo, violão
Michael Cartellone – bateria, backing vocals
1. Coming Of Age
2. Bad Reputation
3. Runaway
5. Damn Yankees
7. Mystified
8. Rock City
9. Tell Me How You Want It
10. Piledriver
Shaw Blades – Hallucination [1995]
A parceria entre Jack Blades e Tommy Shaw não se limitou apenas ao Damn Yankees, banda que infelizmente não durou mais do que dois discos. A dupla continuou compondo novas músicas (inclusive vendendo algumas), participou de diversos álbuns juntos e deram sequência a um projeto chamado Shaw Blades. O primeiro disco da parceria, Hallucination, tem uma atmosfera limpa e tranquila, provavelmente por ser essencialmente acústico. Influências como o Blues e o Country tomam um espaço discreto, porém notável. A genialidade das composições continuam, mas com uma perspectiva mais leve. As vozes dos homens caíram muito bem nessa proposta. Registro grandioso de audição recomendada para qualquer fã de música bem feita.
1. My Hallucination
3. Come To Be My Friend
4. Don’t Talk To Me Anymore
5. I Stumble In
6. Blue Continental
7. Down That Highway
8. How You Gonna Get Used To This
9. The Night Goes On
10. I Can’t Live Without You
11. The End
Tak Matsumoto Group – TMG I [2004]
Outro time de estrelas integrado por Jack Blades é o Tak Matsumoto Group, integrado pelo próprio, pelo guitarrista Tak Matsumoto (B’z), pelo vocalista Eric Martin (Mr. Big) e pelo baterista Brian Tichy (Billy Idol, B’z, Ozzy Osbourne e outros milhares). O primeiro e até então único registro do supergrupo é TMG I, lançado em 2004. O disco soa genial não apenas pelos músicos responsáveis, mas pela qualidade das composições apresentadas – Martin cuidou de todas as letras e Matsumoto, das melodias. As músicas apresentam um Hard n’ Heavy com certa dosagem de modernidade e refrães pra lá de grudentos. O talento dos envolvidos é inquestionável, mas deve-se destacar que qualquer música cantada por Eric Martin é impossível de ser ruim. Grande registro.
Eric Martin – vocal
Tak Matsumoto – guitarra
Jack Blades – baixo, backing vocals
Brian Tichy – bateria
1. Oh Japan ~Our Time Is Now~
2. Everything Passes Away
3. Kings For a Day
4. I Know You by Heart
5. I wish you were here
6. The Greatest Show On Earth
7. Signs of Life
8. Red, White And Bullet Blues
9. Trapped
10. My Alibi
11. Wonderland
12. Train, Train
13. Two of a Kind
14. Never Good-Bye



1 Comentario

  1. Não conhecia o som do Rubicon, e me encantei. Que bandaça. Muito bom e diferente do que o Blades veio a fazer depois! Vou correr atrás da discografia da banda

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