Discografias Comentadas: Mastodon

29 de maio, 2016 | por brunomarise
Discografias Comentadas
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Brann Dailor, Brent Hinds, Bill Kalliher e Troy Sanders

por Bruno Marise

O Mastodon, como o nome sugere, é um gigante. Dá pra afirmar sem medo que a banda de  Atlanta criada em 1999 é a melhor e mais relevante do  cenário Heavy Metal dos últimos 15 anos. Formado por Brent Hinds (Guitarra e Vocais), Troy Sanders (Baixo e Vocais), Bill Kalliher (Guitarra e Vocais) e Brann Dailor (Bateria e Vocais), o grupo não tem medo de inovar. Ouvir sua discografia na sequência é uma viagem, e um álbum é completamente diferente do outro. É uma das poucas bandas que mantém o gênero indo pra frente e com sobrevida. Ao contrário de alguns nomes que apenas tentam emular a sonoridade do passado, o quarteto consegue absorver todas as suas influências e ao mesmo tempo acrescentar outros elementos e muita personalidade, que somados à qualidade de composição e execução dos músicos, torna seu som incomparável. Sludge, thrash, death, hard rock, stoner, psicodelia e rock progressivo. É possível encontrar tudo isso no riquíssimo universo sonoro do Mastodon. Venha conhecer o trabalho dos caras nessa Discografia Comentada. Garanto que ao final da leitura você vai ganhar uma nova banda favorita.


Album Lifesblood_300x300Lifesblood (EP) [2001]

O EP de estreia do Mastodon tem um sludge bem direto e visceral, com riffs agressivos, vocais urrados e até um flerte com o death metal. O que chama atenção aqui é a performance do monstruoso batera Brann Dailor, que consegue encaixar uma infinidade de viradas e quebras de andamento em meio aos riffs da dupla Hinds/Kalliher. Uma curiosidade: Todas as faixas têm uma introdução com trechos de diálogos de filmes, como Um Estranho no Ninho e O Julgamento de Nuremberg. Está longe de ser o Mastodon em sua melhor forma, mas como primeiro registro já mostra uma banda com muita personalidade, crueza e garra.


Remission [2002]

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No já longínquo ano de 2002, o cenário da música pesada estava bastante confuso. Enquanto alguns grupos consagrados como Iron Maiden e Metallica ensaiavam um retorno, o mainstream era dominado pelo tão falado nu metal, e do outro lado, o power metal (ou metal melódico) se alastrava. Foi em meio a essa bagunça que o Mastodon lançou seu primeiro full length. Os membros afirmavam que pretendiam ter um disco dedicado a cada um dos quatro elementos. Remission seria o representante do fogo. Apesar de não ser um álbum conceitual, algumas faixas remetem à essa temática. Na questão sonora, temos um sludge pesadíssimo, da escola Crowbar e Eyehategod, com riffs lamacentos, mesclado à complexidade técnica de bandas como Dillinger Escape Plan e Converge. Mesmo mantendo a agressividade do EP Lifesblood(2001), o disco já mostra algumas nuances que o quarteto passaria a explorar em seus próximos trabalhos, como faixas mais longas e passagens melódicas e atmosféricas. E são justamente essas canções que se destacam e provam que o Mastodon é mais do que apenas uma banda barulhenta. É claro que a porradaria de “March Of The Fire Ants”, “Crusher Destroyer” e “Burning Man” estão longe (muito longe, aliás) de serem ruins, mas não são tão interessantes quanto as músicas mais experimentais. “Ol’e Nessie”, por exemplo, abre com uma guitarra psicodélica que é logo acompanhada de baixo e bateria. As belas melodias criam uma atmosfera viajante, cortada por um riff poderoso e os berros de Troy Sanders. “Trainwreck” segue a mesma linha, com as guitarras dobrando a melodia, e no final os riffs abrem caminho para os vocais agressivos e a bateria insana. O instrumental “Elephant Man” encerra os trabalhos de maneira contida, mostrando o lado mais laid back dos caras. O maior destaque do disco é o baterista Brann Dailor, um monstro incansável em todas as faixas. Se alguém que nunca ouviu o Mastodon começar a ouvir sua discografia pela ordem cronológica, pode se assustar com Remission, já que ele não representa a sonoridade que marcaria a banda anos depois, mas fica como um registro bruto, sincero e bastante promissor.


MastodonLeviathan [2004]

Se com o seu disco de estreia, o Mastodon se mostrou uma revelação, com Leviathan eles se afirmaram como realidade. Uma das tarefas mais difíceis de uma banda é passar no teste do segundo disco, ainda mais quando a estreia é bem recebida. E o Mastodon cumpriu esse objetivo com louvor.Leviathan é um álbum conceitual inspirado no romance de Herman Melville, Moby Dick, e seguindo a mitologia do grupo, representa o elemento água. Musicalmente, a banda continua apostando num som bastante direto, mas acrescenta alguns toques de rock progressivo e melodias, apimentando seu sludge característico, e deixando as composições ainda mais interessantes. Mas isso não significa que tiraram o pé do acelerador: A agressividade respinga para todos os lados, apenas mais diluída entre as faixas. O guitarrista Brent Hinds passa a dividir os vocais com Troy Sanders, e aparece nos momentos mais melódicos, enquanto o baixista fica responsável pelas partes agressivas. Sua presença é mais evidente na cadenciada ”Seabeast”. O trabalho de guitarras também é uma evolução perceptível. Se em Remission a dupla Hinds/Kaliher apostava em palhetadas violentas, aqui eles alternam entre riffs grudentos, passagens atmosféricas, e licks de guitarras gêmeas. “Blood and Thunder”, a primeira faixa,  talvez seja o mair clássico da banda, com seu riff marcante e Dailor entrando com uma virada inacreditável. “Iron Tusk” abre com as sempre ignorantes viradas de Brann Dailor e é sem dúvida a mais pesada do disco, com um timbre de guitarra gravíssimo e não deve em nada pra qualquer banda de thrash metal. “Megalodon” é um exemplo de composição com várias mudanças climáticas, que seriam exploradas posteriormente, ao lado de “Hearts Alive” , de treze minutos, que já mostra as novas influências de rock progressivo, sem perder o vigor. “Joseph Merrick”, marca o início de uma tradição que seria mantida em alguns dos discos seguintes, de encerrar a tracklist com uma faixa instrumental. Leviathan representou uma mudança bem grande em relação a Remission (2002), e tornou o Mastodon uma banda de reconhecimento no cenário do heavy metal. Com dois discos de altíssima qualidade na conta, eles ganharam um contrato com uma major, o que causou arrepio em alguns por medo de a banda tornar-se mais acessível. Dois anos depois, o grupo surpreenderia, sim. Mas de maneira positiva.


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Blood Mountain [2006]

Em 2005, de contrato assinado com a Warner, o Mastodon poderia ter ficado na zona de conforto e continuar apostando na sonoridade de Leviathan, ou aproveitar sua entrada em um selo grande para aumentar o alcance de público e gravar um trabalho mais acessível. Mas longe disso, eles seguiram expandindo seus limites.Blood Mountain é mais um disco conceitual, dessa vez com uma história criada pela própria banda. O elemento representado é a terra. O roteiro é o seguinte: Um herói é escolhido pelos deuses para subir uma perigosa montanha e encontrar uma caveira de cristal, e no caminho deve passar por criaturas fantásticas como homens-árvore, gigantes adormecidos, um ciclope chamado Cysquatch e o Deus Gelo. Diz-se que a história seria uma metáfora relacionada ao próprio Mastodon, na qual a banda seria o herói, a Warner a montanha e a caveira de cristal o reconhecimento pelo trabalho. Segundo Troy Sanders, “O disco fala sobre escalar uma montanha e a variedade de coisas que podem acontecer com você quando está perdido num lugar desse. Você está com fome, alucinando, encontrando criaturas estranhas. Está sendo caçado. É sobre toda essa luta”. Apesar de tudo isso ser muito interessante e contribuir ainda mais para o rico universo do grupo, o que conta é a música. Se antes o quarteto já tinha alguns flertes com o rock progressivo, aqui foi que se concretizou o casamento. Além das influências de nomes como Genesis e Rush nas composições, o instrumental é ainda mais intricado. Todos os músicos brilham e demonstram sua musicalidade e virtuosismo de forma plena, mas de maneira nenhuma deixando isso prevalecer sobre a qualidade das canções. O trabalho de guitarras sofre mudanças mais uma vez. Dessa vez, os riffs e licks são mais diversificados, bebendo menos na escola Black Sabbath e Crowbar e mais na fonte do Wishbone Ash, King Crimson e até de power metal, investindo também em texturas bem trabalhadas, típicas do prog setentista, mas claro sem deixar a distorção e agressividade de lado. Já os solos, que não eram uma característica forte do som mastodôntico, começam a dar mais as caras, e sempre muito bem colocados, como em “Crystal Skull” e “Colony Of Birchmen”, músicas que contam com as participações de Scott Kelly, do Neurosis – uma das maiores influências da banda – na primeira e Josh Homme (QOTSA), fã declarado da banda, na segunda. O vocalista Cedric-Bixler Zavala do The Mars Volta, aparece em “Siberian Divide”. Brann Dailor continua a brilhar, aperfeiçoando cada vez mais seu estilo, que une a precisão do rock progressivo, as quebras de andamento do jazz fusion e a agressividade do thrash metal. Só a introdução de “The Wolf Is Loose” já bastaria para colocá-lo entre os melhores bateristas dos últimos anos. Apesar da musicalidade mais complexa, o uso de melodias é ainda maior do que no disco anterior, com Troy Sanders diminuindo a agressividade de seus vocais em alguns momentos (“Hunters Of The Sky”) e Brent Hinds aparecendo praticamente como um segundo vocalista. A diversidade do álbum é impressionante.  “Sleeping Giant” é a mais viajante, num estilo de composição que já se tornou marca registrada do grupo. “Capillarian Crest” soa como um casamento entre o Yes e o Metallica. E como já é de praxe, o disco fecha com um instrumental,  “Pendulous Skin”, que conta com um belíssimo e longo solo de guitarra de Hinds. Cercado de muita espera após o sucesso de “Leviathan” e “Remission”, o álbum superou as expectativas e colocou de vez o Mastodon entre os gigantes do gênero.


CracktheskyeCrack The Skye [2009]

Após três discos de altíssimo nível, o que esperar do Mastodon? Até aqui os malucos de Atlanta mostraram-se extremamente inquietos e sempre em busca de evoluir sua sonoridade. E após atingir um status de banda gigante com Blood Mountain, eles resolveram continuar mudando. Crack The Skyemantém as influências progressivas de seu antecessor, dessa vez mais na construção climática das músicas do que na complexidade instrumental. Seguindo a tradição, o álbum também é conceitual e conta a seguinte história: Um garoto paraplégico encontra uma maneira de se locomover  através de viagens astrais, em que ele sai de seu próprio corpo. Em uma dessas jornadas, o sujeito vai até o espaço e chega perto demais do Sol, queimando seu cordão umbilical dourado e ficando à deriva. Solto no espaço, ele é sugado por um buraco de minhoca que o leva a um reino espiritual, onde conversa com os espíritos e diz não estar morto. Eles decidem ajudá-lo e o mandam sua alma para a Rússia Czarista, encarnada no corpo de Rasputin. Quando Rasputin é assassinado, sua própria alma e a do garoto atravessam uma brecha no céu (Crack in The Sky), e a alma de Rasputin tem a missão de guiar a da criança de volta para o seu corpo, já que a essa altura seus pais o descobriram e acreditam que esteja morto. O nome “Crack The Skye” é um trocadilho com a palavra “céu” e o nome da irmã de Brann Dailor (Skye), que se suicidou quando tinha 14 anos, e a faixa-título é dedicada à ela e tem mais uma vez a participação de Scott Kelly do Neurosis, que além dos vocais, ajudou na letra. As melodias que já vinham sendo um tempero a mais desdeLeviathan (2004), definitivamente ganham força. Mas talvez a mudança mais sentida seja nos vocais. Troy Sanders abandona de vez seu urro agressivo em função de linhas vocais mais melódicas. O baixista que sempre foi o principal vocalista do grupo, agora divide permanentemente o microfone com Brent Hinds. E pela primeira vez, Brann Dailor também aparece cantando em duas faixas. “Oblivion” que abre o disco, representa bem essa alternância de vozes, com Dailor e Sanders fazendo os versos e Hinds o refrão, que aliás é um dos mais grudentos da banda, e representa o clímax após uma introdução viajante e versos pesados, com os riffs de guitarra ditando o ritmo. O solo de Hinds, melódico e atmosférico é de arrepiar. A evolução do cara como músico é perceptível. Se essa faixa não te ganhar, é bem possível que “Divinations” consiga. Uma intro no banjo inicia os trabalhos, que é seguido por uma guitarra em looping, bem típica do Mastodon. O refrão não é menos cativante. Quem sentia falta das composições mais longas, Crack The Skye nos brinda com a suíte “The Czar”, dividida em quatro partes, que traz uma overdose de riffs, psicodelia, passagens melódicas e viajantes, e um belíssimo solo de guitarra. Tudo isso em quase 11 minutos de delírio musical. Como se não bastasse, o disco fecha com “The Last Baron”, uma declaração de amor de 13 minutos ao rock progressivo setentista. Pela primeira vez, a banda quebra a tradição de ter um álbum dedicado a um dos elementos naturais, mas em entrevista os membros afirmaram que Crack The Skye representa o éter. Apesar de não fechar o “ciclo” dos quatro elementos, por não ter nenhum disco representando o ar, Crack The Skye marca o fim de um período do Mastodon, e isso só ficaria claro com o seu disco seguinte, dois anos mais tarde.


The Hunter [2011]Mastodon-The_Hunter

A essa altura, o Mastodon poderia ter encerrado as atividades e teria uma discografia impecável na conta e um dos trabalhos mais geniais e criativos do século, dentro do heavy metal. Mas, felizmente, eles só não acabaram como conseguiram se reinventar novamente e de maneira impressionante. É preciso muitos culhões para uma banda conhecida por seus discos conceituais, temas complexos e musicalidade intrincada deixar tudo isso para trás, e simplesmente se focar em canções mais simples e melodias cativantes. E foi exatamente que o Mastodon fez em The Hunter. O nome é uma homenagem ao irmão de Brent Hinds, que morreu durante uma caçada, na época da gravação do álbum. Pela primeira vez desdeRemission (2002), o grupo não lança um trabalho conceitual, e deixa de lado as influências progressivas para mostrar também sua admiração pelo rock alternativo, o heavy metal e o stoner. As faixas, que sempre foram bem longas, dessa vez se mantém na média dos 4 minutos. A construção das músicas, que contava com várias mudanças de andamento e variações climáticas dão lugar a dinâmica clássica de introdução/verso/refrão. A mudança já é sentida de cara na primeira faixa, com um solo de guitarras gêmeas da melhor escola Thin Lizzy. “Curl Of The Burl” começa com um riff musculoso, lamacento e é sem dúvida a mais acessível do álbum, com refrão grudento e as harmonias vocais de Sanders, Hinds e Dailor. Apesar do começo arrebatador, a poeira começa a baixar a partir da quarta faixa, “Stargasm”, com aquela atmosfera viajante que a banda sempre soube fazer muito bem. O clima espacial se mantém em “Octopus Has No Friends”, – com Dailor participando mais uma vez dos vocais- “All The Heavy Lifting”, e na faixa-título, que traz um solo psicódelico maravilhoso de Brent Hinds. A “Creature Lives”, é a estreia de Brann Dailor como compositor e também a primeira faixa em que ele canta inteira sozinho, e lembra bastante o material mais experimental do Black Sabbath. O stoner de “Spectrelight” conta mais uma vez com os vocais rasgados de Scott Kelly, e guitarras gêmeas duelando. A bonita “The Sparrow” com seu maravilhoso solo fuzzeado fecha a conta, e encerra tudo com a frase “Pursue happiness with diligence” (Persiga a felicidade com afinco). The Hunter fez alguns fãs mais puristas torcerem o nariz, mas provou mais uma vez versatilidade do Mastodon e que a banda não tem medo nenhum de experimentar algo mais acessível sem deixar de lado suas características marcantes.


mastodononcemoreroundthesuncd-300x300Once More ‘Round The Sun [2014]

Se a mudança do Mastodon para um som mais acessível em The Hunter(2011) assustou algumas pessoas, esse baque foi ainda maior no recém lançado,Once More ‘Round The Sun. O disco é ainda mais direto, com composições simples no formato canção, riffs fortes, solos de guitarra grudentos e refrãos ganchudos. Brann Dailor que vinha ganhando espaço como vocalista, agora assume definitivamente o papel, e toma conta do álbum, cantando em 8 das 11 faixas. Sua voz mais melódica e limpa combina perfeitamente com o novo momento do Mastodon. Não há mais vestígios dos vocais agressivos de Troy Sanders, que parece estar cada vez mais dominando sua voz. Brent Hinds que tem um timbre bem parecido com o de Zakk Wylde, também deu uma suavizada. A faixa-título inclusive lembra um cruzamento do Black Label Society com o Monster Magnet. Sua parceria nas seis cordas com Bill Kalliher segue forte e inspirada, e os solos só melhoram a cada disco. É impressionante como Hinds se mostra versátil, utilizando de riffs lamacentos, psicodelia e toques de hard rock setentista. Além do tradicional sludge, a banda incorpora influências de Alice in Chains e Deftones, principalmente, deixando mais uma vez de lado os elementos de rock progressivo. Mesmo mudando e adaptando sua sonoridade, o modo de compor e alternando os estilos, o Mastodon ainda consegue soar como o Mastodon. O grupo conseguiu tornar seu trabalho muito mais acessível e ainda assim manter algumas das características que fizeram seu nome. A trinca que abre o disco é pra ganhar definitivamente o ouvinte. Os primeiros acordes de “Tread Lightly” dão entender que vem uma psicodelia braba pela frente, mas logo vem a típica dobradinha riff de guitarra/virada de bateria e estamos diante de um Mastodon puro. Pesadíssimo e com momentos que remetem ao rock alternativo dos anos 90. A grudentíssima “The Motherload” traz Dailor comandando os vocais, e tem o refrão mais memorável do ano. É talvez a faixa mais “pop” de toda a carreira da banda. Na sequência vem o single “High Road”, que havia sido divulgado antes do lançamento do disco, e sem dúvida um grande destaque, com mais um refrão de ficar na cabeça por dias. “Asleep in The Deep” tem participação de Valient Himself do Valient Thorr e o tecladista Ikey Owens do The Mars Volta, e poderia estar facilmente em Leviathan (2004) ou Blood Mountain (2006).  As meninas da banda The Coathangers também dão uma canja em “Aunt Lisa”. Para quem sente falta das faixas mais épicas, “Diamond in The Witch House” está aí para tapar esse buraco, encerrando o álbum com seus quase 8 minutos, e como já é de praxe, tem a participação de Scott Kelly. Once ‘More Round The Sun,mostra que o Mastodon não tem nenhuma preocupaçãoem agradar um nicho de fãs, e está sempre procurando amadurecer e buscar novos direcionamentos, e por isso carrega hoje ao lado de alguns outros poucos nomes, o título da maior e mais importante banda de heavy metal. A pergunta que fica agora é: O que esperar dos próximos trabalhos? Não dá pra saber. Que eles nunca parem de surpreendem e continuem nos presenteando com trabalhos de tão alto nível. Essa inquietude e sede de mudança, que a banda tem de sobra, é uma injeção de ânimo no gênero, algo que ele carecia há muito tempo.


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4 Comentarios

  1. Antonio Marcos disse:

    Parabéns pela matéria Bruno. Apesar de não ser muito apreciador do estilo do Mastodon, fiquei interessado em ouvir The Hunter e Once More Round The Sun devido ao detalhamento que você fez das obras, indicando que tende a ser mais acessíveis para ouvidos que apreciam Morrissey, The Stone Roses (que está de volta), REM, entre outros. Nesse sentido, como consultor, instigou minha curiosidade, revelando quão bem elaborada foi a análise dos discos.

  2. Marcel disse:

    Mastodon é uma excelente banda. Sugiro ouvir a discografia na ordem, assim se consegue identificar os elementos mudando a cada disco e a coisa faz bastante sentido. Se o cara pular do Remission pro Crack the Skye vai dizer que é outra banda, com certeza! Além da música sensacional os caras tem todo esse cuidado artístico pros discos, toda a parte gráfica é sensacional também! Não entendo como tem muita gente por aí que simplesmente odeia a banda…

  3. Diogo Maia de Carvalho disse:

    Curto Mastodon desde o Leviathan, que descobri lendo um review na Roadie Crew. Pena que a revista nunca deu muita moral pros caras. Não que eles precisem, mas mereciam uma atenção maior por parte da crítica especializada brasileira.

  4. Marcos Aurélio disse:

    Ótima matéria falando dessa excelente banda. Sou mais chegado ao trabalho antigo deles mais calcado no progressivo, mas a guinada com o The Hunter também ficou muito boa. Fui um dos que torceu o nariz e não fui atrás ainda do Once More, mas depois de ler isso fiquei na vontade, vou correr atrás. Valeu pela matéria.

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